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Esposa do PM de Espanha vai a julgamento. Juiz manda Begoña Gómez entregar passaporte

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ARQUIVO: Begoña Gómez, no Vaticano, no sábado, 24 de outubro de 2020
ARQUIVO: Begoña Gómez, no Vaticano, no sábado, 24 de outubro de 2020 -  Direitos de autor  Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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De Christina Thykjaer & Euronews en español
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Juiz Juan Carlos Peinado decidiu levar a julgamento Begoña Gómez e proibiu-a de sair de Espanha sem autorização judicial, medida inédita na recente história democrática do país.

Juiz Juan Carlos Peinado determinou a abertura de julgamento contra Begoña Gómez, mulher do presidente do Governo, Pedro Sánchez, por suspeitas dos crimes de tráfico de influências, corrupção nos negócios, peculato e apropriação indevida.

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Além disso, o magistrado aplicou medidas cautelares a Gómez e a Cristina Álvarez, assessora da Moncloa. Entre essas medidas contam‑se a retirada do passaporte, a proibição de sair do território nacional sem autorização judicial e a obrigação de apresentações periódicas em tribunal enquanto o processo estiver em curso. Já o terceiro arguido no processo, o empresário Juan Carlos Barrabés, fica fora destas medidas.

A decisão surge após a audiência preliminar realizada esta semana, na qual as acusações pediram que os investigados fossem julgados por um tribunal de júri e defenderam a imposição de restrições para prevenir um eventual risco de fuga. O Ministério Público e as defesas, pelo contrário, requereram o arquivamento do processo, por considerarem que não existem indícios suficientes para sustentar uma acusação penal.

A investigação judicial incide sobre a atividade desenvolvida por Gómez no âmbito da Universidade Complutense de Madrid e sobre as suas relações com empresas privadas. O juiz identifica indícios dos quatro crimes que sustentaram a instrução nos últimos meses, embora caiba ao tribunal competente determinar, em última instância, se existe responsabilidade penal.

O processo, iniciado em 2024, tem estado envolto numa intensa controvérsia política e jurídica. Enquanto as acusações defendem que existem elementos suficientes para levar o caso a julgamento, tanto o Ministério Público como a defesa de Gómez têm contestado repetidamente a investigação e têm denunciado irregularidades na instrução.

Begoña Gómez vai recorrer das medidas cautelares. De acordo com fontes próximas, uma das medidas que tenciona contestar é a apreensão do seu passaporte.

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