Em Atenas, o norte-americano elogiou as belezas da Grécia, sobretudo Mykonos e Santorini, e recordou presenças anteriores na Europa.
Está em Atenas a lenda viva do boxe profissional mundial Floyd Mayweather que, a par de Muhammad Ali, Mike Tyson, Manny Pacquiao e Sugar Ray Leonard, é considerado um dos maiores de sempre da modalidade. Há mesmo quem diga que o boxe que praticava quando dominava os ringues nunca foi visto na história.
Antes do muito divulgado combate marcado primeiro para junho, no pavilhão do OAKA, e depois adiado para setembro, com o campeão grego Michalis Zambidis (“Iron Mike”), o primeiro que Mayweather irá fazer em solo grego e um dos poucos na Europa, a estrela do boxe profissional falou à Euronews sobre o mito que construiu em torno do seu nome, sustentado num impressionante registo de 50 vitórias consecutivas e nenhuma derrota ao longo da carreira profissional.
"Sabem, por este desporto deixei muito 'sangue, suor e lágrimas' para chegar onde cheguei, por isso estou grato pelo apoio que recebi das pessoas, de todos os cantos do planeta e de todas as origens. Quero que se divirtam. O boxe tratou-me muito bem, os adeptos da modalidade adoraram-me, gosto de subir ao ringue, mostrar as minhas qualidades e proporcionar espetáculo ao público. Tanto nos combates como na vida, sinto sempre que sou vencedor. Não sei o que é a derrota. Tudo tem a ver com vencer. Acima de tudo, estou sempre pronto para entrar em ringue e lutar", garantiu.
Prestes a entrar na casa dos 50, o lendário pugilista norte-americano conquistou títulos de topo (WBC, WBA, IBF, WBO) em cinco categorias de peso. Oficialmente, retirou-se do boxe profissional em 2017, fechando a carreira invicto, com o impressionante registo de 50-0. Aos 49 anos, continua a fazer combates e a encher pavilhões, onde quer que lute.
Até quando conseguirá manter este nível, quase dez anos depois de, oficialmente, ter pendurado as luvas e deixado o boxe profissional sem conhecer a derrota?
O próprio responde: "Sinto-me em ótima forma, treino todos os dias e, sabem, nunca abusei deste desporto, o boxe. Por isso, ser inteligente nos combates, ser um pugilista defensivo, ser um lutador que usa a cabeça e não apenas os punhos, tudo isso me ajuda a manter-me num nível elevado e a continuar a competir, mesmo com esta idade", explica.
Embora não tenha atravessado muitas vezes o Atlântico para combater na Europa, já que a sua base foi e continua a ser Las Vegas, o próprio Floyd Mayweather não deixou de recordar as anteriores passagens pelo velho continente.
"Combati em todo o mundo. Fiz um combate de boxe na Alemanha, lutei na Rússia, sobretudo no lado asiático do país, e também combati em Londres, mesmo que tenha sido apenas um combate de exibição. No geral, graças ao boxe viajei pelo mundo inteiro, mas nunca tinha lutado no vosso país, aqui na Grécia, por isso estou ansioso", revelou.
Para Mayweather, tem um significado especial combater no país que viu nascer os Jogos Olímpicos. "Antes de começar a carreira profissional participei também nos Jogos Olímpicos de 1996, que se realizaram no meu país [nos Estados Unidos, em Atlanta]. Lembro-me de que foi muito interessante, gostei imenso, diverti-me [conquistou também a medalha de bronze]. Numa visita anterior à Grécia fui ao Estádio Panatenaico, onde se realizaram os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna. Já tinha vindo à Grécia e gostei muito, e continuo a gostar. É sempre um lugar bonito. Atenas, Mykonos e Santorini são os três destinos onde vou sempre que venho, as três paragens obrigatórias. A Grécia é um país bonito e estou feliz por ter voltado", disse.
Pedimos-lhe que deixasse uma mensagem aos fãs europeus, sobretudo aos mais jovens, para muitos dos quais é um ídolo. Olhando para a câmara, disse: "A todos aqueles para quem sou uma fonte de inspiração, e também aos que não sou, gostava que estas palavras vos inspirassem: acreditem em vocês próprios, acreditem nas vossas capacidades e competências, acreditem no vosso talento. Acima de tudo, deem simplesmente 100% sempre que saírem e forem competir", afirmou Mayweather.