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UEFA boicota futuros Mundiais da FIFA se avançar plano de investimento

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Infantino Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Vincenzo Genovese & Sonja Issel & Euronews
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A UEFA afirma que o Mundial “não pode ser tratado como produto de investimento” e ameaça retirar as seleções das competições da FIFA se a proposta não for retirada.

A UEFA, órgão dirigente do futebol europeu, votou esta quinta-feira o boicote aos futuros Mundiais de futebol masculino e feminino, em resposta ao plano da FIFA de permitir investimento privado nas suas competições.

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Num comunicado divulgado após uma reunião de emergência das suas 55 associações membros, a UEFA afirmou que o Mundial “não pode ser tratado como um produto de investimento”.

“As federações nacionais em todo o mundo são agora confrontadas com um ultimato: aceitar a captura irreversível das maiores competições de futebol ou suportar as consequências”, lê-se no comunicado.

Recorde-se que o próximo Mundial masculino será organizado pela Espanha, Portugal e Marrocos em 2030, enquanto o próximo Mundial feminino terá lugar em 2027, no Brasil.

A UEFA acrescentou que nenhuma seleção nacional das suas associações membros participará em qualquer competição da FIFA “enquanto estas propostas se mantiverem”, a menos que a FIFA abandone totalmente o plano e apresente garantias vinculativas de que nunca mais abrirá a sua governação ou as suas competições a propriedade privada.

A UEFA considera que, ao abrigo da proposta de Infantino, a pressão comercial por parte dos investidores se estenderia às decisões desportivas, levando a uma mudança sem precedentes no mundo do futebol.

"O futuro do futebol não pode ser ditado pelas expectativas daqueles cujo principal dever é maximizar o retorno financeiro", lê-se no comunicado.

Os boicotes não são novidade na história do Mundial.

Inglaterra ignorou as três primeiras edições (1930, 1934 e 1938), por se considerar superior ao resto do mundo do futebol.

Países africanos boicotaram o Mundial de 1966, retirando-se da fase de qualificação em protesto contra a distribuição de vagas da FIFA, enquanto a União Soviética se recusou a disputar um jogo de qualificação contra o Chile após o golpe militar de Augusto Pinochet, renunciando à oportunidade de se qualificar para o torneio de 1974.

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