Brad Pitt volta ao papel que lhe valeu o Óscar em “Era uma vez... em Hollywood”, de Quentin Tarantino, e o novo trailer parece bem sombrio...
Luzes, câmara, ação.
Para quem ainda não sabe, os espetadores de cinema e os assinantes da Netflix vão ter uma sequela de Once Upon A Time... In Hollywood, de Quentin Tarantino. Tarantino não queria que este fosse o seu décimo e último filme, de acordo com as regras arbitrárias que definiu para si próprio; ainda assim, escreveu uma continuação da longa-metragem de 2019, que valeu a Brad Pitt um Óscar pela interpretação do duplo rebelde Cliff Booth. A realização ficou a cargo de ninguém menos do que David Fincher.
A ação decorre oito anos depois dos acontecimentos de Once Upon A Time... In Hollywood, quando Booth troca as cenas de risco pelo papel de “studio fixer”.
Já saiu o primeiro trailer do novo filme de Fincher, intitulado The Further Mis-Adventures of Cliff Booth... E todos parecem fazer a mesma pergunta: mais alguém está a franzir os olhos?
O trailer tem sido criticado pelo aspeto escuro, com fãs a queixarem-se de que não conseguem ver rigorosamente nada.
Veja aqui:
Um fã escreveu na rede social X: “Porque é que está tão estupidamente escuro? Supostamente devia ser uma história divertida e não ‘Zodiac’ ou ‘Mindhunter’. Até a fotografia de ‘Em Parte Incerta’ parecia mais viva do que isto. Porque é que ADVENTURES of Cliff Booth tem fotografia de Obsession?”.
Outro comentou: “Estragaram isto ao usarem um efeito de câmara com tonalidade escura. Não percebo porque continuam a fazer isto.”
Veja mais reações ao aspeto do trailer:
Um utilizador explicou: “Quando The Further Mis-Adventures of Cliff Booth estrear no final deste ano, o tom e a iluminação vão ser muito debatidos. Para o público, esta mudança significa passar do sol para a sombra. O filme original de Quentin Tarantino foi rodado em película quente de 35 mm para captar uma Califórnia dourada, de sonho. A sequela de Fincher recorre à sua paleta de marca, feita de sombras carregadas e tons amarelo-esverdeados, quase clínicos. Retira o lado mítico e descontraído do herói para expor uma personagem muito mais sombria.”
Não é a primeira vez que o público aponta que a iluminação nos filmes parece ter ficado mais escura.
No início deste ano, o trailer de O Diabo Veste Prada 2 foi alvo de críticas pelo aspeto pouco iluminado, com uma publicação viral a afirmar: “A história dilacerante de uma mulher que já não consegue pagar candeeiros para o escritório.”
Alguns atribuem este visual mais escuro ao desejo dos realizadores de fazer o digital parecer mais cinematográfico e à tendência de alguns criativos para confundirem um tom escuro com algo automaticamente “sério”. Outros apontam o dedo à padronização de “conteúdos” pelos grandes estúdios de streaming, e a Netflix já foi mais do que uma vez acusada de impor o “Netflix Look”.
O conceito remete para queixas recorrentes de que a plataforma de streaming está a tornar todos os filmes parecidos, através de uma iluminação uniforme, que resulta num visual apagado e numa paleta de cores esbatida, sem grandes contrastes.
Seja qual for a razão, ou os espetadores de cinema vão ter de tirar os melhores óculos da gaveta, ou quem vir o filme em casa talvez queira aumentar a luminosidade do ecrã quando o título chegar à Netflix.
The Further Mis-Adventures of Cliff Booth conta também com Elizabeth Debicki, Scott Caan, Carla Gugino, Yahya Abdul-Mateen II e Peter Weller no elenco. Estreia em Imax a 25 de novembro, numa exibição em salas de duas semanas, e chega à Netflix a 23 de dezembro.