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Finlândia e Suécia mobilizam caças em regime de alerta de reação rápida para interceptar aeronaves russas

Caça Hornet da Força Aérea finlandesa sobrevoa Helsínquia, 15 de maio de 2026
Caça Hornet da Força Aérea finlandesa sobrevoa Helsínquia, 15 de maio de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Países europeus mantêm alerta máximo para possíveis interferências russas, receando que Moscovo vise os aliados ocidentais de Kiev numa guerra que já vai no quinto ano.

A força aérea finlandesa informou esta sexta-feira que caças suecos e finlandeses foram acionados para identificar aviões de combate russos que sobrevoavam o Golfo da Finlândia.

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A mesma força indicou ainda que os caças de alerta rápido (QRA) dos dois países nórdicos tinham sido ativados na quinta-feira.

Estes aparelhos identificaram uma formação russa composta por um avião de transporte Tu-134, caças MiG-31 e caças Su-30 "em espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia".

Segundo os militares, esta foi a primeira missão operacional conjunta de "identificação" das duas forças aéreas.

Comentando a operação na plataforma X, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que "o mar Báltico nunca esteve tão vulnerável como agora, mas também nunca esteve tão bem protegido como neste momento".

As tensões no mar Báltico têm vindo a aumentar nos últimos anos e os caças nórdicos são regularmente acionados para interceptar aeronaves russas.

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, a Suécia e a Finlândia abandonaram décadas de não alinhamento militar e aderiram à NATO.

Um caça MiG-31 da força aérea russa descola de uma base aérea durante exercícios militares na região de Tver, em 14 de fevereiro de 2022
Um caça MiG-31 da força aérea russa descola de uma base aérea durante exercícios militares na região de Tver, em 14 de fevereiro de 2022 AP Photo

O incidente ocorreu no mesmo dia em que o Serviço de Informação da Defesa dinamarquês (DDIS) afirmou que o risco de uma ação militar russa contra países da NATO estava a crescer e que uma invasão em grande escala era “altamente improvável”, mas possível.

“Existe um risco reduzido, mas crescente, de a Rússia lançar um ataque militar limitado contra um ou vários países da NATO que fazem fronteira com o território russo”, declarou Thomas Ahrenkiel, diretor do DDIS, numa conferência de imprensa em que apresentou uma avaliação atualizada da ameaça proveniente da Rússia.

Acrescentou que o serviço continua a considerar “altamente improvável que a Rússia veja qualquer interesse em invadir um país da NATO, mas não o podemos excluir”.

Na avaliação do DDIS, a Rússia deverá levar a cabo mais chamados “ataques híbridos” contra alvos no Ocidente.

Foi salientado que, até agora, esses ataques “visaram sobretudo criar medo e enfraquecer o apoio público à ajuda à Ucrânia”.

Mas passaram entretanto a incluir ações destinadas a impedir que o apoio chegue à Ucrânia, como sabotagem contra empresas de defesa ou comboios que transportam equipamento militar, acrescentou o serviço.

O DDIS considera que a Rússia irá intensificar este tipo de operações, que podem também envolver “ciberataques destrutivos capazes de paralisar funções essenciais da sociedade”.

Europa em alerta

Os países europeus mantêm um elevado nível de alerta face a qualquer interferência russa, receando que Moscovo possa visar os apoiantes ocidentais de Kiev à medida que a invasão da Ucrânia pelo Kremlin entra no quinto ano.

Em novembro, responsáveis militares da NATO anunciaram a instalação de um novo sistema norte-americano de defesa contra drones na ala oriental da Aliança.

E, na sequência de uma violação do espaço aéreo polaco, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, anunciou a criação do programa Eastern Sentry, destinado a dissuadir novas incursões russas.

Alguns responsáveis europeus descrevem estes incidentes como testes de Moscovo à capacidade de resposta da NATO, o que suscita dúvidas sobre o grau de preparação da Aliança face a potenciais ameaças da parte da Rússia.

O Kremlin rejeita como “infundadas” as acusações de que a Rússia está por detrás de algumas das incursões não identificadas na Europa.

Outras fontes • AP, AFP

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