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Hungria reduz drasticamente pedido de empréstimo à UE para a defesa com novo governo

Primeiro-ministro húngaro Peter Magyar e presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen falam aos jornalistas na sede da UE, em Bruxelas, a 29 de maio de 2026
Primeiro-ministro húngaro Peter Magyar e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen dirigem-se aos jornalistas na sede da UE em Bruxelas, 29 maio 2026 -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Angela Skujins
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Governo do primeiro-ministro húngaro Péter Magyar reduziu de forma significativa o pedido de empréstimo de defesa da UE, de 16,4 mil milhões de euros para 5,4 mil milhões, anunciou Bruxelas esta sexta-feira.

Autoridades húngaras informaram Bruxelas de que tencionam limitar o pedido de empréstimo de defesa da UE a 5,4 mil milhões de euros ao abrigo do programa Security Action For Europe (SAFE) da União Europeia, confirmou na sexta-feira o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier.

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Este novo montante representa menos de metade dos 16,4 mil milhões de euros inicialmente pedidos pelo antigo primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

A proposta inicial foi contestada pelo sucessor de Orbán, Péter Magyar, que assumiu funções em abril. Magyar terá querido reavaliar essa proposta devido a alegados riscos de corrupção associados ao anterior governo.

“Sempre deixámos claro às novas autoridades e ao novo governo húngaro que poderiam fazer o balanço da situação atual e decidiram agora pedir menos do que aquilo que inicialmente foi atribuído à Hungria”, acrescentou Regnier.

Entretanto, o montante do empréstimo de defesa SAFE destinado a Itália também ficou confirmado na sexta-feira, com Regnier a indicar que Itália apresentou formalmente um pedido de 8 mil milhões de euros ao abrigo do programa.

Isto corresponde igualmente a cerca de metade dos 14,9 mil milhões de euros inicialmente previstos pelo governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

O anúncio surge após negociações tensas entre Bruxelas e Roma sobre a repartição, que nunca chegou a ser formalmente fechada, mas ainda assim gerou consternação entre as duas capitais.

O mecanismo de empréstimos com juros reduzidos SAFE foi lançado por Bruxelas no ano passado para reforçar as indústrias de defesa e o nível de prontidão militar em todo o bloco, em resposta à ameaça representada pela Rússia.

O programa dispõe de um envelope financeiro total de 150 mil milhões de euros, a distribuir por 19 Estados-membros.

O SAFE integra o plano Readiness 2030 da Comissão, que visa mobilizar até 800 mil milhões de euros em despesas adicionais de defesa até ao final da década. O programa dá prioridade ao reforço das compras de produtos de defesa considerados prioritários.

No âmbito do programa, pelo menos 65% do valor do sistema de armas adquirido tem de ter origem num Estado-membro da UE, na Ucrânia ou num país pertencente ao Espaço Económico Europeu ou à Associação Europeia de Comércio Livre.

Os 35% restantes podem ter origem em qualquer país terceiro.

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