Canadá pode tornar-se caso de teste para um modelo mais amplo de parceria com a UE? As relações deram uma viragem histórica quando Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, sugeriu fazer do Canadá o primeiro “membro associado” da UE.
O conceito de “membro associado” representa um novo enquadramento político que não existe atualmente nos tratados da UE, os quais estipulam que só Estados geograficamente europeus podem candidatar-se à adesão plena.
Mas a UE quer que o Canadá se junte numa “Aliança para o Futuro” que aprofunde a cooperação muito para lá dos habituais acordos comerciais. Isto inclui integrar bases industriais de defesa, garantir matérias-primas críticas e o fornecimento de energia, alinhar em tecnologias avançadas (como inteligência artificial e computação quântica) e criar programas de mobilidade conjunta para que jovens cidadãos possam viver e estudar dos dois lados do Atlântico.
Após o colapso das negociações bilaterais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre cerca de 20 mil milhões de dólares em bens canadianos, desencadeando um diferendo económico e tarifas retaliatórias equivalentes, dólar por dólar, por parte de Ottawa.
Perante esta pressão económica e as repetidas sugestões de Donald Trump de que o Canadá poderia tornar-se o 51.º estado, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, tem defendido uma estratégia para reduzir a dependência de Washington, construindo ativamente alianças globais.
Uma nova aliança entre a UE e o Canadá poderá fortalecê-los ambos? Ou trará pressão desnecessária de atores internacionais ameaçadores? O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a preencher. Os resultados serão destacados em toda a cobertura europeia da XL, incluindo vídeos, artigos e boletins informativos, e ajudarão a orientar o nosso trabalho jornalístico à medida que analisamos como a Europa pode assegurar a sua posição na era da inteligência artificial.