África do Sul está repleta de armas de fogo legais e ilegais; os tiroteios são frequentes, alimentados por rivalidade de gangues, extorsão e disputa entre negócios informais.
Subiu para 18 o número de mortos num tiroteio num bar na África do Sul, depois de uma pessoa ter morrido no hospital, anunciaram esta segunda-feira as autoridades, que indicaram que pelo menos duas das vítimas eram cidadãos do Lesoto.
O tiroteio ocorreu a oeste de Joanesburgo, já tarde no sábado, e integrou um fim de semana sangrento num país cansado da criminalidade, com dez pessoas mortas noutro tiroteio em massa na Cidade do Cabo, no domingo.
Oito atiradores armados com espingardas de assalto invadiram o bar na localidade semirrural de Wedela, a cerca de 80 quilómetros do centro de Joanesburgo, matando 13 homens e quatro mulheres, indicou a polícia.
“Mais uma vítima morreu no hospital, elevando para 18 o número total de mortos”, acrescentou a polícia.
“Até agora só quatro das vítimas mortais foram identificadas, dois sul-africanos e dois cidadãos do Lesoto.”
O motivo do ataque ainda não é claro, mas a zona estará marcada por rivalidades entre gangues envolvidos na exploração ilegal de ouro.
Na África do Sul operam milhares de mineiros não registados em poços de exploração abandonados, muitos vindos de toda a África Austral, incluindo o reino do Lesoto, encravado no interior do território sul-africano.
O setor tem sido associado ao crime organizado, a assassínios e a outras atividades ilegais.
Noutro tiroteio no fim de semana, atiradores mataram dez pessoas e feriram outras onze num espaço de diversão num bairro nos arredores da Cidade do Cabo, na madrugada de domingo.
África do Sul está repleta de armas de fogo legais e ilegais, e os tiroteios são frequentes, muitas vezes alimentados por rivalidades entre gangues, extorsão e concorrência entre negócios informais.
Conta cerca de 62 milhões de habitantes e tem uma das mais altas taxas de homicídio do mundo, com cerca de 60 pessoas assassinadas todos os dias.