A lei obriga os Estados Unidos a fornecer armas a Taiwan, que tem presidente e parlamento eleitos democraticamente, ao abrigo da Lei das Relações com Taiwan, de 1979.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a propor a venda de armas a Pequim, em resposta às preocupações com as vendas de armamento a Taiwan, afirmou o embaixador norte-americano na China, numa entrevista à Fox News emitida no domingo.
A China considera que Taiwan faz parte do seu território e a venda de armas norte-americanas à ilha autogovernada tem sido, há muito, uma questão delicada entre Washington e Pequim.
A legislação dos EUA obriga ao fornecimento de armas a Taiwan, que tem presidente e parlamento democraticamente eleitos, para a sua defesa, ao abrigo da Lei das Relações com Taiwan de 1979.
O embaixador dos EUA na China, David Perdue indicou que o tema voltou a ser abordado quando o presidente chinês, Xi Jinping, visitou os Estados Unidos na semana passada.
“O presidente Trump continua a dizer: ‘Vendemos armas a outras pessoas em todo o mundo.’ Chegou mesmo a perguntar ao presidente Xi se gostaria de comprar algumas, a dada altura”, disse Perdue na entrevista emitida no domingo.
“Há conversações em curso sobre outras vendas, [Trump] e o presidente Xi falam disso sempre que se encontram”, afirmou Perdue, acrescentando que a posição dos EUA não mudou.
Em junho, a China advertiu Taiwan de que procurar a independência “confiando nos Estados Unidos ou por via militar é um beco sem saída”.
Washington já tinha aprovado, em dezembro, uma venda de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros), que Perdue classificou como “mais armas para Taiwan do que qualquer outro presidente desde 1979”.
Durante a visita a Washington, Xi reiterou o aviso de que Trump deve agir com “prudência” em relação a Taiwan e foi mais longe ao instar os Estados Unidos a oporem-se explicitamente à independência de Taiwan.
Em maio, Trump sugeriu que um próximo pacote de armamento para Taipé poderia ser usado como moeda de troca com a China, alimentando receios de que a segurança de Taiwan pudesse ser sacrificada.