Loader
Encontra-nos
Publicidade

Coreia do Sul suspeita de que Zelenskyy revelou envio de prisioneiros norte-coreanos para ter apoio militar

Forças ucranianas capturam dois soldados norte-coreanos que combatiam ao lado das tropas russas na região fronteiriça russa de Kursk, 11 de janeiro de 2025
Forças ucranianas capturam dois soldados norte-coreanos que combatiam ao lado de forças russas na região fronteiriça russa de Kursk, 11 janeiro 2025 -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Até agora, a Coreia do Sul não forneceu armamento letal à Ucrânia, invocando a proibição interna de apoiar militarmente países em guerra.

Os serviços secretos da Coreia do Sul acreditam que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, poderá ter revelado a transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para reforçar o apoio da opinião pública, na Coreia do Sul, ao fornecimento de armas à Ucrânia, afirmou esta quarta-feira um deputado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Zelenskyy revelou, na semana passada, que o país tinha enviado dois soldados norte-coreanos para o Sul, afirmando que “não foi fácil capturá-los com vida”.

Horas depois do discurso de Zelenskyy nas Nações Unidas, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, manifestou a sua consternação, com Seul a defender que a confidencialidade era essencial para proteger os familiares dos prisioneiros de guerra de eventuais represálias na Coreia do Norte.

Na segunda-feira, Seul convocou o embaixador da Ucrânia no país para expressar “sérias preocupações” sobre a divulgação, por Kiev, da transferência.

O deputado Yoo Yeong-ha afirmou esta quarta-feira que os serviços secretos sul-coreanos consideram que Zelenskyy “poderá ter decidido divulgar a transferência” na esperança de que isso “gerasse apoio público, em Seul, ao fornecimento de armas e outras formas de ajuda à Ucrânia”.

Outro deputado, Youn Kun-young, adiantou que os dois prisioneiros de guerra chegaram à Coreia do Sul, vindos da Ucrânia, em meados de setembro.

Os dois estavam “em geral com boa saúde, sem grandes problemas médicos”, disse, acrescentando que a “vontade de virem para a Coreia do Sul foi confirmada várias vezes”, citando os serviços secretos sul-coreanos.

No início da semana, o ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano afirmou que, “como a questão diz respeito à segurança pessoal das pessoas envolvidas e das respetivas famílias”, as duas partes, Seul e Kiev, tinham “acordado tratar o assunto de forma confidencial”.

O deputado Yoo referiu, na quarta-feira, que não houve qualquer acordo entre os líderes sul-coreano e ucraniano para manter o caso confidencial, mas que diplomatas dos dois lados acordaram a confidencialidade durante as suas comunicações.

“Desde o início das conversações, a parte ucraniana pediu ativamente uma estrita confidencialidade, invocando preocupações com o possível impacto em futuras trocas de prisioneiros com a Rússia”, acrescentou.

A Ucrânia capturou os dois soldados norte-coreanos no início do ano passado, entre as tropas de Pyongyang que combatem ao lado de Moscovo.

Um deles contou aos meios de comunicação sul-coreanos que foi recrutado aos 17 anos e que serviu numa unidade de reconhecimento.

Equipas de socorro extinguem um incêndio no edifício da Academia Nacional de Ciências, danificado após um ataque de drone russo em Kiev, 28 de setembro de 2026
Equipas de socorro extinguem um incêndio no edifício da Academia Nacional de Ciências, danificado após um ataque de drone russo em Kiev, 28 de setembro de 2026 AP Photo

Um deputado sul-coreano já tinha afirmado que os dois queriam levar uma “vida normal” no Sul.

A polémica pode também complicar os pedidos de fornecimento de armamento que Kiev dirige a Seul.

Até agora, a Coreia do Sul não forneceu armas letais à Ucrânia, alegando uma proibição interna de prestar apoio militar a países em guerra.

Ainda assim, tem vindo a analisar pedidos de armas defensivas, sobretudo desde que a Coreia do Norte enviou tropas para apoiar a Rússia a repelir uma incursão surpresa ucraniana na região de Kursk, em 2024.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Campanha híbrida russa não está a impedir apoio à Ucrânia, diz NATO depois de acusações da Estónia

Venezuela: Delcy Rodríguez quer rever a “lei contra o ódio”, punições e despenalizações

Coreia do Sul suspeita de que Zelenskyy revelou envio de prisioneiros norte-coreanos para ter apoio militar