Após Andy Burnham, primeiro-ministro e antigo autarca de Greater Manchester, admitir recear que os donos possam abandonar o clube devido à investigação sobre “contabilidade criativa”, o seu porta-voz veio esclarecer as declarações.
Downing Street afirmou esta quinta-feira que o Manchester City não está “acima das regras”, na sequência das críticas às declarações do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, sobre o caso.
Num comunicado, um porta-voz de Downing Street declarou: “Como o primeiro-ministro deixou claro, a decisão inicial é grave e não pode haver qualquer sugestão de que alguém esteja acima das regras.”
Burnham, antigo presidente da Câmara da Grande Manchester e fervoroso adepto do Everton, disse à BBC, na quarta-feira, que não queria ver os proprietários emiratis do clube afastarem-se por causa do processo. “Ficaria muito preocupado se os perdêssemos”, afirmou, sublinhando o investimento que o grupo controlador Abu Dhabi United Group tem feito em Manchester.
Os dez vezes campeões ingleses, que negam qualquer irregularidade, enfrentam um futuro incerto depois de terem sido considerados culpados de mais de 100 infrações.
O super-clube apoiado por Abu Dhabi foi considerado responsável por ter montado negócios “falsos” para inflacionar artificialmente as receitas e reduzir custos em mais de 900 milhões de libras (1,05 mil milhões de euros) entre 2009 e 2018.
Downing Street afirmou, no mesmo comunicado, que o “processo independente em curso” relativo ao clube deve “ser deixado seguir o seu curso e o resultado ser respeitado”. “Sempre que se apure uma irregularidade, os responsáveis devem enfrentar as consequências adequadas”, acrescentou o porta-voz.