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Europa procura a cidade mais verde: oito finalistas, três em Espanha

Cidades europeias, de Aalborg a Saragoça, disputam o título de cidade mais verde da Europa
Cidades europeias, de Aalborg a Saragoça, disputam título de cidade mais verde da Europa -  Direitos de autor  Zach Rowlandson / Unsplash
Direitos de autor Zach Rowlandson / Unsplash
De Craig Saueurs
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Os finalistas foram avaliados em sete domínios, incluindo resiliência às alterações climáticas, gestão de resíduos e rapidez na redução das emissões.

Na próxima semana, oito cidades europeias vão saber se os esforços para reduzir emissões e devolver espaço à natureza são suficientes para conquistar um dos principais títulos verdes da UE.

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Os prémios anuais Capital Verde Europeia e Folha Verde (fonte em inglês) da Comissão Europeia distinguem cidades que registam progressos ambientais mensuráveis enquanto melhoram a qualidade de vida dos residentes.

Em junho, um painel independente reduziu 27 candidaturas elegíveis a oito finalistas, avaliando critérios que vão da qualidade do ar e da água à biodiversidade e aos esforços para reduzir emissões.

O anúncio dos vencedores está marcado para 8 de outubro, em Guimarães, Portugal, Capital Verde Europeia 2026. Os galardoados são escolhidos com mais de um ano de antecedência, o que dá às cidades tempo para prepararem projetos, eventos e programas públicos para o ano em que detêm o título.

Cinco cidades estão na corrida ao título de Capital Verde Europeia: Aalborg, na Dinamarca, Bielsko-Biała, na Polónia, Košice, na Eslováquia, Porto, em Portugal, e Saragoça, em Espanha.

Outras três – Benidorm e Chiclana de la Frontera, em Espanha, e Estarreja, em Portugal – foram pré-selecionadas para o Prémio Folha Verde, destinado a cidades com populações mais reduzidas.

Como são avaliadas as cidades mais verdes da Europa

A UE criou o Prémio Capital Verde Europeia para distinguir cidades que fazem progressos mensuráveis na resolução de problemas ambientais e melhoram a qualidade de vida dos residentes.

O prémio principal está aberto a cidades com mais de 100 mil habitantes. Municípios mais pequenos, com entre 20 mil e 100 mil residentes, concorrem ao título Folha Verde.

O painel de especialistas avaliou as candidaturas em sete áreas, incluindo a limpeza do ar e da água, a forma como protegem a natureza e os espaços verdes, a gestão de resíduos e do ruído, a rapidez com que reduzem emissões e a preparação para ameaças como calor extremo e inundações.

Cada finalista apresenta pontos fortes distintos.

Saragoça, por exemplo, obteve boa pontuação em biodiversidade e espaços verdes. A cidade está a ligar parques, margens de rios, zonas húmidas, árvores de rua e áreas naturais envolventes numa rede única, pensada para dar mais espaço de circulação à vida selvagem e reduzir o risco de cheias.

O Porto destacou-se pela gestão da água e pela preparação para um clima mais quente e menos previsível. Na última década, a cidade trabalhou na recuperação do leito e das margens do rio Tinto, criou novos parques que retêm água da chuva durante aguaceiros e começou a reutilizar águas residuais tratadas para rega agrícola e limpeza de ruas.

A estância balnear de Benidorm, por seu turno, tem sido elogiada por acrescentar muito mais vegetação às ruas densamente construídas. Desde 2012, aumentou as áreas de jardins públicos de 350 mil para mais de 1,5 milhões de metros quadrados e quase quadruplicou o número de árvores. Atualmente, 92 por cento dos residentes vivem a menos de 300 metros de um espaço verde público.

Os finalistas vão apresentar os seus planos a um júri internacional na próxima semana, a 7 e 8 de outubro.

O vencedor da Capital Verde Europeia recebe 600 mil euros para pôr em prática os planos ambientais, enquanto os galardoados Folha Verde podem contar com 200 mil euros para projetos verdes e atividades públicas.

Como estão as cidades europeias a adaptar-se a um clima mais quente

As mudanças reconhecidas pela UE fazem parte de uma mudança de paradigma visível em cidades de toda a Europa. À medida que os verões se tornam mais quentes e os padrões meteorológicos mais imprevisíveis, os urbanistas estão a devolver mais espaço às árvores, aos parques e à água.

Em Barcelona, por exemplo, algumas ruas foram encerradas ao trânsito de atravessamento e outras transformadas em parques e zonas pedonais.

Em Milão, o Bosco Verticale oferece um pequeno mas importante exemplo de como as cidades podem acrescentar vegetação mesmo onde quase não há espaço para parques. As duas torres residenciais acolhem mais de 21 mil árvores e arbustos nas varandas.

Em Breda, nos Países Baixos, uma ampla participação cívica transformou a cidade desde o início do século. As lajes de betão foram substituídas por relvados, canteiros de flores e árvores. Casas e escolas passaram a ter jardins nos telhados.

Atualmente, 60 por cento da área urbana é espaço verde – resultado de mais de uma década de trabalho que ajudou Breda a tornar-se, em 2025, a primeira National Park City da UE.

Mas os prémios Green Cities Awards não se resumem a acrescentar plantas a edifícios ou ruas. Heilbronn, na Alemanha, conquistou o título de Capital Verde Europeia 2027 graças, entre outros fatores, à qualidade do ar e da água, às políticas de redução do ruído e à diminuição de resíduos.

Quando o júri se reunir na próxima semana, vai avaliar até que ponto os oito finalistas transformaram ideias semelhantes em mudanças à escala da cidade.

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