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Primeiro-ministro búlgaro diz que ataque com drones a navios é violação "flagrante" do direito marítimo

Foto de arquivo do primeiro-ministro búlgaro Rumen Radev
Foto de arquivo do primeiro-ministro búlgaro Rumen Radev -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Simon Ormiston
Publicado a •Últimas notícias
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Os ataques ocorreram um dia depois de um navio de transporte de cereais ter naufragado ao largo da Roménia, tendo-se juntado helicópteros e um jato militar às operações de busca por sobreviventes.

O primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, condenou um ataque com drones contra dois navios comerciais no Mar Negro, que provocou o naufrágio de um deles, classificando-o como "uma violação flagrante do direito marítimo".

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"Um ataque deste tipo dentro da zona económica exclusiva da Bulgária é absolutamente inaceitável", afirmou aos jornalistas na terça-feira, no início de uma reunião de emergência do governo sobre os ataques.

Drones marítimos e aéreos atingiram as embarcações por volta das 3h00, hora local - menos duas horas em Lisboa -, a cerca de 70 milhas náuticas a leste da cidade de Byala, segundo Radev, informou a Agência Telegráfica Búlgara (BTA). Não revelou quem estaria por trás do ataque.

Radev alertou que, a menos que a guerra na Ucrânia chegue ao fim, continuará a alargar o seu alcance e a aumentar os riscos, incluindo o de um conflito global.

Ataques como estes prejudicam gravemente o tráfego marítimo no Mar Negro e fazem subir os custos dos seguros, afirmou Radev, de acordo com o meio de comunicação local BTV Novinite.

A tripulação do navio naufragado continua desaparecida e as buscas por sobreviventes prosseguem. Radev afirmou que a prioridade do Estado era proteger vidas, independentemente de quem estivesse a navegar na zona económica da Bulgária.

O primeiro-ministro abordou também o caso do "Emil", um navio de carga atacado por drones russos em agosto e que agora se encontra à deriva em direção às águas da Bulgária. Moscovo justificou o ataque, alegando que o navio transportava equipamento militar.

"Não permitiremos, de forma alguma, que a costa búlgara seja ameaçada", afirmou Radev.

A reunião de emergência reuniu os ministérios da Defesa, do Interior, dos Transportes e do Ambiente, a Presidência e os serviços de segurança.

O ataque ocorreu um dia depois de um navio de carga de propriedade turca, que transportava cereais no Mar Negro, ter sido atingido por, pelo menos, um drone e se ter afundado após ter deflagrado um incêndio.

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