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Qatar alerta que “todo o mundo está a pagar” pela guerra com o Irão e continua a mediar

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Uma lancha passa junto de navios comerciais fundeados no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, em 6 de outubro de 2026
Lancha passa junto de navios comerciais ancorados no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, segunda-feira, 6 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP
Direitos de autor Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP
De Mohamed Elashi & Aadel Haleem
Publicado a •Últimas notícias
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A guerra com o Irão perturba o comércio mundial, enquanto potências regionais reforçam as defesas sauditas. Qatar apoia a aliança de Meca, mas diz ser cedo para aderir.

Qatar advertiu na terça-feira que “todo o mundo está a pagar” pela guerra com o Irão e apelou ao fim imediato do conflito através de negociações.

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“Posso confirmar que as negociações continuam”, afirmou Ibrahim bin Sultan Ibrahim Al Hashmi, diretor do Departamento de Media e Comunicação do ministério dos Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa em Doha.

“Prosseguem contactos e visitas com o objetivo de fazer avançar o diálogo entre Washington e Teerão”, acrescentou Al Hashmi.

“O Qatar está disponível para receber uma delegação iraniana, a fim de tomar conhecimento das últimas evoluções da posição de Teerão”, acrescentou.

Na semana passada, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Majed Al-Ansari, classificou a pressão sobre a economia mundial como “insuportável”, alertando que a perturbação se estende para lá do petróleo e do gás e atinge também cadeias de abastecimento de matérias-primas para fertilizantes, hélio e alumínio.

Disse ainda que Doha está a trabalhar para restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, no quadro dos esforços para alcançar um acordo entre Washington e Teerão.

A guerra, iniciada no final de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, perturbou gravemente o tráfego marítimo no estreito – rota crucial para as exportações do Golfo – depois de Teerão e Washington terem imposto bloqueios navais próprios.

Qatar apoia aliança de defesa em Meca

Al Hashmi manifestou também apoio à aliança de defesa em Meca entre a Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão, salientando que “é demasiado cedo para falar de uma adesão do Qatar” ao pacto militar.

As declarações seguiram-se a uma reunião de emergência realizada na segunda-feira em Riade, onde os três países acordaram ativar os compromissos de defesa coletiva e destacar rapidamente para a Arábia Saudita as forças e capacidades militares já acordadas.

A aliança foi criada ao abrigo de um acordo assinado em 7 de agosto.

Al Hashmi condenou aquilo que descreveu como ataques irresponsáveis dos houthis do Iémen contra a Arábia Saudita, locais sagrados islâmicos e infraestruturas civis, e afirmou que Doha “apoia as medidas sauditas para preservar a soberania e a segurança”.

Os houthis negam as alegações sauditas de ataques contra os locais mais sagrados do Islão, em Meca e Medina.

O emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, reuniu-se na terça-feira em Doha com o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni. Segundo a agência noticiosa do Qatar, o encontro centrou-se na evolução da situação regional e nos esforços para aliviar as tensões.

Momeni encontrou-se igualmente com o seu homólogo catari, e a agência semioficial iraniana Tasnim noticiou que as conversações se concentraram no destino de três pilotos militares iranianos que Teerão afirma estarem detidos em Doha desde o início da guerra.

O Irão alega que os três pilotos foram detidos depois de o avião militar em que seguiam ter sido abatido em março, no espaço aéreo do Qatar. Doha nega tê-los sob custódia e afirma que as equipas de busca recuperaram os restos mortais de um dos pilotos.

Segundo a televisão estatal iraniana IRIB, Momeni afirmou na terça-feira que uma delegação técnica irá realizar novas reuniões sobre o assunto após as conversações em Doha.

As conversações entre os dois ministros do Interior abordaram ainda questões de segurança e o combate ao tráfico de droga, acrescentou a Tasnim.

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