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Medicamento para a menopausa volta a estar disponível nas farmácias espanholas em novembro

ARQUIVO: Medicamentos e suplementos para aliviar sintomas graves da menopausa
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De Rafael Salido & Christina Thykjaer
Publicado a •Últimas notícias
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Gedeon Richter confirmou à Euronews que espera normalizar o fornecimento deste tratamento para a menopausa em Espanha a partir da segunda metade de novembro, embora alerte que as restrições globais podem impedir que toda a procura seja satisfeita em 2027.

O Lenzetto, um dos tratamentos hormonais mais utilizados para aliviar os sintomas da menopausa, voltará a estar disponível nas farmácias espanholas a partir da segunda quinzena de novembro, confirmou o fabricante, a empresa Gedeon Richter, à Euronews.

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“Prevemos que o produto volte a estar disponível nas farmácias a partir da segunda metade de novembro”, indicou a empresa farmacêutica em resposta às perguntas da “Euronews”. A Gedeon Richter garante que fará “todo o possível” para assegurar uma produção estável durante o resto do ano e em 2027, embora admita que as restrições de fornecimento à escala mundial podem impedir que consiga responder totalmente à procura existente.

A empresa atribui a atual escassez do fármaco em Espanha ao forte aumento da procura de tratamentos hormonais para a menopausa na Europa. Em resposta por e-mail, explicou que o crescimento foi muito superior ao previsto e que tanto a capacidade de produção como o fornecimento do dispositivo utilizado para administrar o Lenzetto, o aplicador, não conseguiram acompanhar o ritmo do aumento da procura.

A Gedeon Richter sublinha que a situação é temporária e que “não está relacionada com qualquer problema de qualidade ou segurança do medicamento”. O problema, afirma a empresa, é simplesmente o facto de a elevada procura ter ultrapassado a sua capacidade de produção.

Para aumentar a disponibilidade do medicamento, o laboratório garante que está a utilizar ao máximo a capacidade atual de produção e a trabalhar para alargar tanto o número de fornecedores como as opções de fabrico. Procura também melhorar o fornecimento dos aplicadores e aumentar a respetiva capacidade de produção, entre outras medidas.

Os planos incluem uma nova unidade e uma nova linha de produção. Na Roménia, a Gedeon Richter lançou ainda um projeto específico de investimento para reforçar a sua capacidade de fabrico. A empresa alerta, no entanto, que a expansão da produção farmacêutica exige tempo devido aos controlos de qualidade.

A empresa reconhece também que as medidas adotadas não vão resolver a situação de um dia para o outro. Por isso, indica que trabalha para que estas mudanças permitam melhorar o fornecimento o mais rapidamente possível.

Escassez atinge outros mercados

A escassez de Lenzetto não se limita a Espanha. A empresa confirma que existe atualmente uma escassez mundial do medicamento, embora a gravidade dos problemas varie entre mercados, em função da procura local, da capacidade de previsão e das condições logísticas.

A situação tem provocado, há meses, dificuldades em encontrar alguns tratamentos hormonais usados para aliviar os sintomas da menopausa. A falta de Lenzetto levou doentes e profissionais de saúde a recorrer a outras formulações de estradiol, o que acabou por gerar um efeito dominó sobre alguns tratamentos alternativos.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) identificou igualmente o problema da escassez de Lenzetto e está a analisar possíveis medidas coordenadas a nível europeu. Em Espanha, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (Aemps) registou também problemas de fornecimento noutros medicamentos, como Evopad, Estradot ou Bijuva.

“O problema de fornecimento começou em abril com o Lenzetto e foi, por arrastamento, afetando outras terapias hormonais de administração transdérmica, como pensos e géis”, indicava a Aemps num comunicado divulgado no início de outubro. “O Ministério da Saúde manteve contactos com os titulares de outras alternativas de tratamento hormonal atualmente não comparticipadas, com o objetivo de avaliar a sua possível inclusão na prestação farmacêutica do Sistema Nacional de Saúde”.

Richter responde às críticas da Aemps

A Aemps salientou que algumas das previsões de fornecimento comunicadas anteriormente por Gedeon Richter “nem sempre foram exatas” e que as interrupções que podiam afetar o fornecimento contínuo do medicamento não foram comunicadas com antecedência suficiente.

Questionada pela Euronews sobre estas afirmações, a empresa não responde diretamente às acusações, mas garante que mantém “um contacto estreito” com a Aemps e que trabalha “de forma colaborativa” com a agência para enfrentar a situação.

A Gedeon Richter acrescenta ainda que melhorou os seus sistemas de previsão na sequência de uma procura que classifica como “sem precedentes” e que continua a fornecer informação às autoridades à medida que dispõe de novos dados.

O laboratório não garante, porém, uma recuperação completa do fornecimento a curto prazo. A empresa afirma que o objetivo é conseguir responder de forma consistente à procura das doentes a partir da segunda metade de 2027.

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