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Rússia rejeita apelos à transparência face a relatos de segundo caso de peste na Sibéria

Edifício do Instituto de Investigação Antipeste de Irkutsk, em Irkutsk, Rússia, quarta-feira, 7 de outubro de 2026.
Edifício do Instituto de Investigação Antipeste de Irkutsk, em Irkutsk, Rússia, quarta-feira, 7 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  AP Photo//Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor AP Photo//Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Serguei Doubine & Euronews Russian
Publicado a •Últimas notícias
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O Serviço Federal de Supervisão da Proteção e Bem-estar do Consumidor afirmou que quase 5.000 testes não detetaram quaisquer agentes patogénicos perigosos e que não se verificava "qualquer risco de epidemia".

A Rússia rejeitou, na quarta-feira, os apelos à transparência relativamente à morte de uma técnica de laboratório vítima da peste na Sibéria, à medida que surgiram notícias de um segundo caso de infeção.

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O Rospotrebnadzor, autoridade russa de vigilância da saúde pública, afirmou não ver "qualquer risco de epidemia" na sequência da morte de uma funcionária de 28 anos do Instituto de Investigação Antipeste de Irkutsk, identificada como Darya Shipilova, que faleceu na semana passada na cidade de Shelekhov, perto de Irkutsk.

A agência afirmou que Shipilova tinha sido "vacinada e possuía imunidade contra as infeções perigosas com as quais trabalhava", e que quase 5.000 análises laboratoriais não tinham detetado quaisquer agentes patogénicos perigosos.

Mais de 90% das pessoas que tiveram contacto com ela já tinham concluído o acompanhamento médico, acrescentou.

O Kremlin rejeitou as notícias sobre um segundo caso suspeito de peste na Sibéria, afirmando aos jornalistas que a maioria das reportagens dos meios de comunicação sobre a situação era "falsa".

"Os meios de comunicação estão a divulgar muitas notícias neste momento, e a esmagadora maioria do que está a ser divulgado sobre esta situação é informação falsa", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, exortando os cidadãos a confiarem exclusivamente nos comunicados oficiais da Rospotrebnadzor.

As autoridades russas têm sustentado, desde o início da semana, que Shipilova morreu de pneumonia e que a causa da sua morte continua "indeterminada".

A preocupação internacional persiste

O presidente dos EUA, Donald Trump, tinha agendada para quarta-feira uma chamada com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, para abordar o incidente relacionado com a peste, e a sua administração enviou a Moscovo uma nota diplomática a solicitar informações adicionais.

"Solicitámos oficialmente informações adicionais ao governo russo. Estamos também em contacto oficial com outros países de todo o mundo para partilhar informações", afirmou na quarta-feira um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Peskov afirmou não ter conhecimento de que o Kremlin tivesse recebido qualquer queixa oficial dos EUA.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou na quarta-feira a Moscovo para que esclarecesse a situação relativamente às notícias da comunicação social sobre um segundo membro do pessoal com pneumonia de origem desconhecida.

"A partilha de informação atempada, completa e transparente, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional, é fundamental", afirmou Tedros.

A OMS tinha afirmado no dia anterior que o possível caso representava um risco "muito baixo" para além das fronteiras da Rússia, citando o contacto reduzido do país com o resto do mundo devido à guerra em curso na Ucrânia e às sanções daí resultantes.

A organização salientou que o instituto estudava "agentes patogénicos perigosos" e que a peste ocorre naturalmente entre animais selvagens na região de Irkutsk.

Pessoas passam junto ao edifício do Instituto de Investigação Anti-Peste de Irkutsk, em Irkutsk, Rússia, na quarta‑feira, 7 de outubro de 2026
Pessoas passam junto ao edifício do Instituto de Investigação Anti-Peste de Irkutsk, em Irkutsk, Rússia, na quarta‑feira, 7 de outubro de 2026 AP Photo

A peste pneumónica, a forma mais perigosa da doença, afeta os pulmões e pode transmitir-se de pessoa para pessoa através de gotículas transportadas pelo ar, com um período de incubação que pode ser tão curto quanto 24 horas.

Pode ser fatal sem os cuidados adequados, mas as hipóteses de recuperação são elevadas se for identificada e tratada atempadamente. Os sintomas incluem falta de ar, tosse e expetoração com sangue.

A peste bubónica, mais comum, é causada pela picada de uma pulga infetada e pode provocar úlceras purulentas.

Se for confirmado, o caso da Sibéria seria a primeira infeção por peste confirmada na Rússia desde 2016.

Outras fontes • AFP, AP

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