Entre os suspeitos deverão estar dois alegados ladrões, que terão entrado no museu ao amanhecer depois de cortarem a vedação.
Após uma grande operação de caça ao homem, pelo menos cinco pessoas foram detidas em França por suspeitas de envolvimento no roubo de quatro obras de arte do Museu Renoir, a 8 de setembro.
Crê-se que os dois alegados assaltantes estejam entre os detidos.
O jornal francês Nice-Matin, que avançou primeiro com a notícia das detenções, indica que os suspeitos poderão estar ligados a um grupo de crime organizado.
O roubo ocorreu ao amanhecer de 8 de setembro, quando um grupo de ladrões descritos como “bem equipados” e “bem informados” entrou no museu através dos jardins, segundo o presidente da câmara, Bryan Masson.
Cortaram uma vedação e acederam ao rés do chão do museu ao partir uma janela, antes de cortarem, com uma serra elétrica, as fixações que seguravam as molduras das obras, explicou Masson em declarações transmitidas pela estação local Ici Azur.
Segundo Masson, o casal foi “detetado graças às câmaras de videovigilância da cidade”. Os primeiros relatórios estimaram que o valor das obras roubadas poderia chegar aos 9 milhões de euros.
Num comunicado escrito obtido pela agência AP, é referido que duas das obras roubadas foram encontradas abandonadas no jardim do museu, depois de os ladrões fugirem da polícia, alertada pelo alarme. As outras duas – Retrato de Madame Colonna Romano (1910) e Jovem mulher no poço (1886) – continuam desaparecidas.
O Museu Renoir, situado entre Cannes e Nice, é a principal atração da localidade costeira mediterrânica. Aberto desde 1960, foi a última residência do pintor antes da sua morte, em 1919, por congestão pulmonar, aos 78 anos.