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Arrancam trabalhos para a construção da linha ferroviária de alta velocidade em Portugal

Arrancam trabalhos para a linha de alta velocidade em Portugal
Arrancam trabalhos para a linha de alta velocidade em Portugal -  Direitos de autor  AP Photo
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De Diana Rosa Rodrigues
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O governo inicia os trabalhos no troço entre Porto e Oiã. A ligação ferroviária futura vai permitir uma viagem entre Lisboa e Porto de cerca de 1h15 e representa mais um passo para a alta velocidade entre Lisboa e Madrid até 2034.

Arranca esta segunda-feira a construção da linha de alta velocidade (LAV) em Portugal. Os primeiros trabalhos têm início no primeiro troço entre Porto/Campanhã e Oiã, no distrito de Aveiro, cujo contrato de concessão foi formalizado em julho de 2025.

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No futuro, a ligação ferroviária vai permitir uma viagem de cerca de 1h15 entre Lisboa e Porto. Segundo o Executivo, o projeto de alta velocidade em Portugal é decisivo "para estratégia aeroportuária nacional, servindo o Novo Aeroporto de Lisboa", e para a ligação ibérica.

Segundo o governo, a estrutura coloca em marcha a ligação europeia, permitindo uma viagem de alta velocidade de cerca de 3 horas entre Lisboa e Madrid até 2034.

“As Linhas de Alta Velocidade são, a par do Novo Aeroporto de Lisboa, as maiores obras que o país levará a cabo neste século", afirmou em comunicado o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que reforçou o "forte consenso nacional" em torno do investimento na ferrovia.

O troço Porto-Oirã será composto por 71 quilómetros de linha férrea de alta velocidade, que incluem uma "nova ponte rodoferroviária sobre o Douro, a ampliação e reformulação da Estação Intermodal de Porto-Campanhã e uma nova Estação de Vila Nova de Gaia-Santo Ovídio".

Segundo detalha o Executivo português, o contrato de concessão do troço Porto-Oiã, assinado em 29 de julho de 2025, terá um custo a rondar os dois mil milhões de euros. O projeto irá "receber 875 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de 480 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa ('Connecting Europe Facility' 2)".

O projeto em formato Parceria Público Privada – PPP é, segundo o governo, "decisivo para o ecossistema do serviço público de transporte de passageiros, que representa um fator estruturante do território".

O investimento, parte dos compromissos definidos no Plano Nacional Ferroviário, aprovado em Conselho de Ministros, vai também ao encontro dos "objetivos da Comissão Europeia de duplicar o tráfego ferroviário de passageiros", assente numa " lógica multimodal e sustentável com outras alternativas de mobilidade".

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