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Trump enfrenta reações negativas após publicar vídeo "repugnante" de homem britânico morto por um tigre

Duas crias de tigre-de-amur, Tochka e Timur, fazem a primeira saída pública com a mãe, Katinka, de 13 anos, no Jardim Zoológico de Colónia, quinta-feira, 18 de julho de 2024
Duas crias de tigre-de-amur, Tochka e Timur, têm a primeira aparição pública com a mãe, Katinka, de 13 anos, no Jardim Zoológico de Colónia, quinta-feira, 18 de julho de 2024 -  Direitos de autor  (Thomas Banneyer/dpa via AP)
Direitos de autor (Thomas Banneyer/dpa via AP)
De Greta Ruffino
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O homem que aparece no vídeo real, identificado pela BBC como William Chapman, acabou por falecer devido aos ferimentos sofridos na sequência do incidente de sábado, informou a polícia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na terça-feira, na sua conta do Truth Social, imagens perturbadoras que mostram um homem a ser mortalmente atacado por um tigre no Reino Unido, o que provocou uma onda de reações negativas nas redes sociais.

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Trump legendou o vídeo com a frase: "Nunca se metam com a natureza!"

Mais tarde, publicou outro vídeo curto com imagens aparentemente geradas por IA de pessoas a serem atacadas por grandes felinos, acompanhadas por música de sintetizador.

A gravação original, com 41 segundos, que mostra o homem britânico a ser atacado num parque de vida selvagem no sábado, foi igualmente partilhada na rede X pela conta “Rapid Response 47” da Casa Branca.

Mais tarde, Trump divulgou um vídeo gerado por IA em que surge a lutar e a fazer amizade com um tigre sorridente, ao som da canção “The Lion Sleeps Tonight”.

“Repugnante” e “doentio”: utilizadores das redes sociais reagem ao vídeo de Trump

Vários utilizadores que comentaram a publicação da Casa Branca na X qualificaram o vídeo como “repugnante” e “doentio”, e alguns criticaram-no por considerarem que este desrespeita o homem que morreu no ataque.

“Uma família está de luto e o senhor decide publicar para todo o mundo os últimos momentos de um dos seus familiares”, escreveu um utilizador.

“Votei em si, mas não para isto. Não pode simplesmente pôr um estagiário a gerir a sua campanha nas redes sociais?”, comentou outro.

Trump já enfrentou anteriormente críticas por publicações controversas nas redes sociais, incluindo vídeos gerados por IA que ridicularizam grupos marginalizados e uma imagem em que se apresenta como Jesus Cristo, que acabou por apagar depois de ser criticado por grupos religiosos.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a um comício eleitoral no Curtis D. Menard Memorial Sports Centre, em Wasilla, 13 de outubro de 2026
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a um comício eleitoral no Curtis D. Menard Memorial Sports Centre, em Wasilla, 13 de outubro de 2026 AP Photo

O presidente e a sua administração têm recorrido frequentemente a memes gerados por IA como parte de uma estratégia que o investigador Kurt Sengul, da Universidade Macquarie, na Austrália, descreve como “guerra memética”.

Em declarações à Euronews, no ano passado, Sengul afirmou que este recurso a memes e à inteligência artificial generativa cria um ambiente em que nada parece ser levado a sério.

Segundo ele, a abordagem de Trump transmite a ideia de que quem se sente ofendido por esse tipo de conteúdos é simplesmente “não tem sentido de humor e não sabe encarar uma piada”.

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