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Ucrânia: três mortos e mais de 20 feridos em ataques russos noturnos a Kiev

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Trabalhador municipal inspeciona edifício de habitação danificado após ataque noturno com mísseis da Rússia em Kiev, Ucrânia, quarta-feira, 14 de outubro de 2026.
Trabalhador municipal inspeciona prédio de habitação danificado após ataque de mísseis noturno russo em Kiev, Ucrânia, quarta-feira, 14 de outubro de 2026 -  Direitos de autor  Efrem Lukatsky/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.
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De Malek Fouda & Amandine Hess
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Autoridades ucranianas afirmam que alguns dos ataques russos visaram infraestruturas energéticas, poucos dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado uma “trégua energética”.

Pelo menos três pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas num ataque russo contra a capital ucraniana, Kiev, na noite de terça para quarta-feira.

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Um grande incêndio deflagrou num edifício residencial, após este ter sido atingido por fogo de artilharia russo.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, os bombardeamentos visavam uma central elétrica estratégica da cidade.

Este referiu ainda que a central Darnytska CHP-4, que fornece aquecimento e eletricidade à capital, foi atingida por um míssil balístico.

O ataque ocorreu poucos dias após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado uma trégua energética entre a Rússia e a Ucrânia, que suspendeu os ataques às infraestruturas energéticas.

No entanto, desde então, os ataques noturnos lançados pelo Kremlin continuaram a visar instalações energéticas, segundo Zelenskyy.

Que "cessar-fogo energético"?

Os ataques ocorrem também numa altura crítica para a Ucrânia, que enfrenta uma crise que já deixou mais de 600 000 pessoas sem eletricidade em várias ofensivas contra as redes de energia.

“Instalações energéticas em Kiev e na região envolvente foram alvo de um intenso ataque com mísseis balísticos. Há perturbações no fornecimento de eletricidade na capital”, escreveu o autarca Vitali Klitschko na plataforma Telegram.

O presidente ucraniano acusou Moscovo de desrespeitar o presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu “cessar-fogo energético”.

“O ataque foi totalmente deliberado e exemplar na sua dimensão, a Rússia nunca tinha mostrado antes um desrespeito tão ostensivo pelos Estados Unidos”, escreveu Zelenskyy na rede X.

Entretanto, a Rússia afirmou ter abatido 900 drones ucranianos durante a noite, incluindo 180 nas proximidades de Moscovo.

Zelenskyy já tinha sublinhado que a Ucrânia está disposta a respeitar a trégua de Trump se a Rússia fizer o mesmo, um apelo ao qual o Kremlin não respondeu.

Outras fontes • AP, AFP

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