O alerta foi dado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que comunicou falhas em diferentes unidades locais de saúde. Mas os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) informaram que a situação já começou a regressar à normalidade.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reportou, esta segunda-feira, que o sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) esteve inoperacional desde cerca das 10h em várias unidades locais de saúde, segundo avançou a agência Lusa.
Entretanto, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), citados pela referida agência noticiosa, informaram que a situação começou a regressar à normalidade por volta das 12h em "alguns sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais". Os SPMS atribuíram os constrangimentos a problemas no seu centro de dados e indicaram que estes estavam a ser resolvidos.
Joana Bordalo e Sá, vice-presidente da FNAM, confirmou à agência noticiosa portuguesa ter recebido relatos de falhas, nomeadamente, "da ULS [Unidade Local de Saúde] São João, da ULS de Matosinhos, da ULS de Médio Ave”. A estação pública RTP confirmou, por sua vez, que esta era uma ocorrência com impacto a nível nacional.
Nos serviços de saúde afetados, de acordo com a Federação Nacional dos Médicos, os profissionais de saúde não estavam a conseguir consultar os processos eletrónicos dos utentes nem passar receitas. Isto porque, além do Registo de Saúde Eletrónico (RSE), também o sistema de Prescrição Eletrónica Médica (PEM) esteve em baixo.
Ao tentarem aceder ao Registo de Saúde Eletrónico (RSE), adiantou a vice-presidente da FNAM à Lusa, surgia a indicação de que o profissional não estava "ligado" à plataforma, enquanto no caso do sistema de Prescrição Eletrónica Médica (PEM), surgia a mensagem**: "Não é possível aceder a esta página".**
Citada pela agência Lusa, Joana Bordalo e Sá considerou que "isto é da responsabilidade inteira do Ministério da Saúde" e, em particular, da ministra Ana Paula Martins, "que não moderniza" e não dá "ferramentas adequadas" para os profissionais conseguirem "completar um ato médico simples, como passar uma receita", ou "ter acesso ao processo eletrónico dos doentes".
O sistema informático do SNS tem sofrido múltiplos constrangimentos ao longo dos últimos meses. Em setembro de 2025, os profissionais de vários hospitais e centros de saúde portugueses estiveram impedidos de aceder à informação clínica dos pacientes, com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) a atribuírem o sucedido a uma atualização realizada pela operadora de telecomunicações NOS ao software da Rede Informática da Saúde (RIS).
Em junho deste ano, o sistema informático do SNS voltou a estar em baixo, o que afetou igualmente o funcionamento de centros de saúde, hospitais públicos e privados e farmácias em todo o país. O acesso aos processos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames foram afetados, tendo o SPMS atribuído, dessa vez, a responsabilidade pelos constrangimentos a uma falha de energia.