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Rússia atinge centro de Kiev com míssil balístico de fragmentação

Mulher observa uma cratera após ataque com míssil russo em Kiev, Ucrânia, quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Uma mulher observa uma cratera após um ataque com míssil russo em Kiev, na Ucrânia, quinta‑feira, 22 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  AP Photo
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De Sasha Vakulina
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O mais recente bombardeamento russo contra Kiev ocorreu horas depois de Steve Witkoff se reunir com Vladimir Putin em São Petersburgo, evidenciando o contraste entre os esforços diplomáticos de Washington e os ataques em curso a cidades ucranianas.

As forças russas atingiram durante a noite o centro histórico de Kiev com um míssil balístico Iskander equipado com uma ogiva de fragmentação concebida para provocar o máximo de vítimas numa área densamente povoada, segundo um conselheiro presidencial ucraniano.

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Serhii Beskrestnov, conhecido pelo indicativo “Flash”, afirmou que o míssil estava equipado com uma ogiva de fragmentação K5, que explode acima do solo e dispersa dezenas de submunições explosivas por uma vasta área.

“Esta ogiva detona acima do solo e é utilizada especificamente para causar o máximo dano a pessoas e material numa área de 400 por 400 metros”, explicou Beskrestnov, acrescentando que as suas 58 submunições explodem no ar.

Acusou Moscovo de visar deliberadamente civis e a zona histórica da Cidade Velha de Kiev em vez de perseguir um objetivo militar.

“Este ataque não foi realizado para fins militares. O objetivo era destruir parte da Cidade Velha e ferir o maior número possível de pessoas. Temos muitos civis feridos e destruição generalizada.”

O ataque integrou uma ofensiva aérea russa de grande escala contra a capital ucraniana e a região envolvente, durante a noite de 21 para 22 de outubro, que matou pelo menos duas pessoas e feriu 34, incluindo cinco crianças, segundo Zelenskyy.

O bombardeamento ocorreu em várias vagas, com mísseis balísticos e drones a atingirem bairros residenciais, infraestruturas de transporte e infraestruturas médicas em toda a capital.

As autoridades de Kiev comunicaram estragos nos distritos de Holosiivskyi, Obolonskyi, Pecherskyi, Sviatoshynskyi e Dniprovskyi.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 210 drones, incluindo 110 versões a jato, além de mísseis Iskander-M, S-400, Zircon e Onyx.

As defesas aéreas ucranianas intercetaram 181 drones, entre os quais 87 versões a jato, enquanto impactos foram registados em 32 locais e queda de destroços em outros oito.

Zelenskyy afirmou que a Rússia disparou um total de 21 mísseis e condenou os ataques repetidos contra a capital.

“Desde a noite, três vagas de ataques balísticos foram lançadas pelos ‘humanistas’ russos contra Kiev”, disse.

O ataque ocorreu poucas horas depois de o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, se ter encontrado com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, numa altura em que Washington procura renovar os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

Durante a visita, Witkoff descreveu Putin como um “humanista”, apesar de o presidente russo ser procurado pelo Tribunal Penal Internacional devido à alegada deportação e transferência ilegais de crianças ucranianas.

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