Encontra-nos
Publicidade

Rússia e Ucrânia retomam ataques noturnos após visita de enviado dos EUA

Homem passa junto de blindados ucranianos capturados nos combates na Ucrânia, em exposição em São Petersburgo, Rússia. 21 outubro 2026
Homem passa junto de viaturas militares ucranianas capturadas nos combates na Ucrânia, em exposição em São Petersburgo, Rússia. 21 de outubro de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo/Dmitri Lovetsky
Direitos de autor AP Photo/Dmitri Lovetsky
De Harry Bligh
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Kiev informou que 15 pessoas ficaram feridas em ataques russos à capital, oito das quais receberam tratamento hospitalar.

A Rússia e a Ucrânia trocaram intensos ataques com drones e mísseis durante a noite, apesar dos renovados esforços diplomáticos envolvendo os Estados Unidos da América.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Estes ataques ocorreram pouco depois do enviado norte-americano, Steve Witkoff, se ter reunido com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo, para discutir o fim da guerra.

Na Ucrânia, o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou nas redes sociais que os ataques feriram 15 pessoas na capital, oito das quais tiveram de ser hospitalizadas.

Noutra publicação, Klitschko acrescentou que as explosões danificaram a infraestrutura da rede de metro na ponte Pivdenny, limitando o trânsito entre várias zonas da cidade, segundo as autoridades.

Publicação do autarca de Kiev no Telegram (traduzida para inglês)
Publicação do autarca de Kiev no Telegram (traduzida para inglês) via Telegram

Durante a madrugada, a Força Aérea ucraniana publicou vários avisos no Telegram sobre "mísseis balísticos em direção a Kiev" e sobre caças, instruindo os residentes a permanecerem nos abrigos.

Na manhã de quinta-feira, a Força Aérea indicou ter abatido 181 drones russos durante a noite e adiantou haver ainda drones de ataque no ar.

Entretanto, na Rússia, o autarca de Moscovo, Sergei Sobyanin, informou que dois cidadãos ficaram feridos durante um ataque com 630 drones, dos quais 163 se aproximavam da capital. A maioria dos drones foi intercetada.

Estados Unidos e Rússia em conversações sobre a guerra

Após o encontro com Putin e Witkoff, o presidente Donald Trump afirmou que ambas as partes estavam "no ponto mais próximo" de pôr fim ao conflito, embora não tenha sido anunciado qualquer avanço decisivo.

O Kremlin mostrou-se, em princípio, disposto a retomar as negociações trilaterais entre a Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos da América, possivelmente em meados de novembro, após as eleições intercalares norte-americanas.

A Ucrânia também apoiou o regresso das negociações trilaterais, tendo o seu presidente, Volodymyr Zelenskyy, afirmado que Kiev pretende uma reunião o mais depressa possível.

Witkoff descreveu as conversações com Putin como "construtivas", reconhecendo, no entanto, que há ainda "trabalho importante" a fazer.

Após a reunião, a Rússia aceitou libertar o cidadão norte-americano Stephen Hubbard, um professor reformado que foi condenado em Moscovo por alegadamente ter combatido como mercenário ao serviço da Ucrânia, acusação que ele nega.

Trump adiou a aplicação de novas sanções à Rússia, afirmando que este gesto contribuiu para a libertação de Hubbard.

O presidente norte-americano concluiu ainda um novo acordo com a Rússia para a venda de gasóleo destinado a baixar os preços dos combustíveis, que dispararam com o agravamento do conflito no Médio Oriente. Esta iniciativa foi alvo de críticas por parte de Kiev e de vários governos europeus.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Rússia liberta americano Stephen Hubbard durante visita de enviado dos EUA

Trump apoia a Rússia contra a Ucrânia, diz antigo general dos EUA à Euronews

Rússia e Ucrânia retomam ataques noturnos após visita de enviado dos EUA