Os ataques contra o Irão ocorrem na véspera das eleições intercalares nos EUA, poucas horas depois de Trump ter assinalado progressos nas negociações com Teerão.
Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz, afirmou na segunda-feira um responsável norte-americano.
O responsável, que falou sob condição de anonimato, descreveu a operação como ataques defensivos dirigidos a “iranianos que utilizavam mísseis terra-ar contra um ativo dos EUA”.
Entretanto, meios de comunicação iranianos relataram cinco explosões na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizara progressos nas negociações com Teerão.
“O Irão quer um acordo, o mais depressa possível. Pode acontecer!”, escreveu Trump na sua plataforma de redes sociais Truth Social.
O vice-presidente JD Vance disse a jornalistas que tanto ele como Trump se sentiam otimistas quanto “às perspetivas de eventualmente chegar a um acordo negociado”.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira que estavam a decorrer conversações indiretas com os Estados Unidos através de mediadores.
“Dada a sensibilidade e gravidade da situação atual, as consultas e deliberações são muito intensas”, disse Araghchi aos meios de comunicação estatais.
“O Qatar e o Paquistão estão a desempenhar um papel de mediação muito ativo nestas negociações.”
Os ataques ocorrem na véspera das eleições intercalares, nas quais o Partido Republicano procura manter o controlo do Congresso.
Porém, a guerra de Washington no Irão tem sido um ponto crescente de disputa política e um fator que contribui para a queda das taxas de aprovação de Trump, à medida que cada vez mais norte-americanos desaprovam o conflito, sobretudo pelas suas consequências económicas.
O transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, a estreita via de água entre o Irão e Omã que normalmente escoa cerca de um quinto do petróleo mundial, tem sido fortemente perturbado desde que a guerra começou, no final de fevereiro.