O voo da Ryanair, que fazia a ligação entre Roma e Lisboa, aterrou por volta das 8h desta manhã, obrigando a uma operação das autoridades no Aeroporto Humberto Delgado.
Um avião que aterrou esta sexta-feira em Lisboa foi alvo de uma ameaça de bomba, avança a CNN Portugal.
O voo da Ryanair proveniente de Roma aterrou no Aeroporto Humberto Delgado por volta das 8h desta manhã e estão a ser realizadas diligências pelas autoridades para avaliar e confirmar a credibilidade da ameaça.
Contactado pela Euronews, o Aeroporto de Lisboa remeteu os esclarecimentos para a Polícia de Segurança Pública (PSP), com quem ainda não foi possível confirmar as informações avançadas.
Segundo a CNN Portugal, a PSP recebeu o alerta do possível explosivo a bordo através de uma chamada telefónica de um "agente de autoridade". A identidade da pessoa que fez a denúncia terá sido validada pela Polícia Judiciária.
A Euronews também tentou entrar em contacto com a PJ, mas sem sucesso até ao momento.
O voo FR8196 descolou às 5h45 do horário local (4h45 em Lisboa) do aeroporto de Fiumicino e aterrou no aeroporto Humberto Delgado às 7h54, segundo o site de monitorização aérea Flight Radar.
Não há para já confirmação da presença de explosivos ou de qualquer outra ameaça.
Este é mais um entre os vários incidentes deste tipo registados em aeroportos europeus nos últimos dias. Esta quinta-feira pelo menos 25 voos em toda a Europa foram afetados por falsas ameaças de bomba, incluindo um que partiu do Porto com destino a Milão.
No início da semana também se verificaram ameaças de bomba infundadas em pelo menos 8 voos europeus.
O comissário dos Transportes da União Europeia, Apostolos Tzitzikostas, disse na quinta-feira que era "muito cedo para tirar conclusões sobre se os incidentes relatados estão relacionados".
Já a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) condenou as "tentativas de interromper o transporte aéreo" na sequência das ameaças de bomba dos últimos dias.
Nick Careen, vice-presidente de operações e segurança da IATA, exortou ainda as autoridades a descobrirem "as origens dessas ameaças falsas".
"A segurança é a prioridade número um para o setor e nós levamos todas as ameaças a sério", garantiu.
Careen acrescentou que os passageiros "devem ter certeza de que as medidas de segurança da aviação continuarão a garantir os mais altos níveis de segurança pública".
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