Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Utilizar vírus no tratamento do cancro

Utilizar vírus no tratamento do cancro
Direitos de autor 
De Euronews
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Os vírus têm sido considerados como fontes de doenças, mas existe uma nova abordagem que utiliza vírus no tratamento do cancro.

Os vírus têm sido considerados como fontes de doenças, mas existe uma nova abordagem que utiliza vírus no tratamento do cancro. A biotecnologia utiliza vírus no tratamento de doenças letais alterando o seu ADN.

Ligações úteis

“A imuno-oncologia atua no sistema imunológico para destruir as células cancerígenas, desta forma há uma melhor eficácia, menos efeitos colaterais e usamos a mesma medicação para tratar diferentes tipos de cancro”, explica o analista farmacêutico, Jean-Jacques Le Fur.

A Transgene é uma PME francesa de biotecnologia que desenvolve vacinas e vírus para o tratamento de cancros e doenças infecciosas.
Altera o ADN de vírus específicos para que consigam encontrar células cancerígenas. Esses vírus destroem a estrutura das células replicando-se ou matam essas células indiretamente, desencadeando o próprio sistema imunitário dos organismos. Não existem efeitos colaterais como na quimioterapia e radioterapia. “Estamos a utilizar vírus para tratar o cancro e doenças infecciosas. Mais especificamente no campo da oncologia – estamos a educar o sistema imunitário para o reforçar e ajudá-lo a combater e a matar as células anormais, como as células cancerígenas”, acrescenta o diretor da empresa, Phillipe Archinard.

A investigação e desenvolvimento dos produtos custa tempo e dinheiro: a Transgene confiou na ajuda financeira dos acionistas; no apoio especial do governo francês e num empréstimo exclusivo do programa InnovFin, do Banco Europeu de Investimento. “Estamos a completar um programa de desenvolvimento clínico muito ambicioso. O objetivo é alcançar resultados clínicos significativos – isso vai acontecer nos próximos de 12 meses – e traduzir esses resultados em parcerias com grandes empresas farmacêuticas ou de biotecnologia”, adianta Phillipe Archinard.

Estes desenvolvimentos inovadores podem revolucionar o setor farmacêutico e da saúde, mas nem sempre é fácil realizar testes clínicos dispendiosos – principalmente para as pequenas empresas. É por isso que exigem apoios mais especializados. “As empresas são, geralmente, financiadas por investimentos ou por fundos para a inovação. Numa fase mais avançada: podem entrar nos mercados financeiros ou assinar acordos com laboratórios farmacêuticos”, conclui Jean-Jacques Le Fur.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Freira espanhola detida por contrabando de arte sai em liberdade: "Não somos terroristas"

Peru: relâmpago mata turista e fere outro num trilho de montanha em Cuzco

Indústria da aviação pede que Venezuela reconsidere revogação das licenças de seis transportadoras