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Portugal eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Conselho de Segurança da ONU
Conselho de Segurança da ONU Direitos de autor  AP Photo/Seth Wenig
Direitos de autor AP Photo/Seth Wenig
De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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Portugal competia com a Alemanha e a Áustria pelas duas vagas em disputa para países da Europa Ocidental e Outros Estados, para o biénio 2027-2028.

Portugal foi, esta quarta-feira, eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028. O país competia com a Alemanha e a Áustria pelas duas vagas em disputa para países da Europa Ocidental e Outros Estados, tendo sido o mais votado dos três na sessão plenária em curso na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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Lisboa angariou um total de 134 votos, ao passo que Viena conquistou 131. Berlim acabaria por ser o menos votado dos três, com apenas 104. Portugal consegue, deste modo, um quarto mandato enquanto membro não permanente do referido órgão.

Além dos dois lugares hoje garantidos por Portugal e pela Áustria, estavam ainda em aberto outros três postos para membros rotativos do Conselho de Segurança. Trinidad e Tobago será o novo representante da América Latina e do Caribe, ao passo que o Zimbabué conquistou o mesmo feito no que diz respeito ao grupo regional africano.

A votação ainda decorre para determinar quem será o novo membro não-permanente da Ásia-Pacífico, numa competição que coloca, frente a frente, Filipinas e Quirguistão.

Para garantir a eleição, um país candidato precisava de obter uma maioria de dois terços dos votos expressos secretamente, num escrutínio aberto aos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança da ONU é um órgão que assume como "responsabilidade principal" a "manutenção da paz e da segurança internacionais". Conta com um total de 15 membros, cinco deles com assento permanente e poder de veto: Estados Unidos, França, China, Reino Unido e Rússia.

Principais figuras políticas portuguesas reagem

Em declarações a partir de Portugal, no Palácio de São Bento, transmitidas pela RTP, o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que esta "se trata de uma grande conquista" do país, "naquele que é o maior palco da política internacional e perante dois oponentes manifestamente fortes".

O chefe do Governo acrescentou ainda que "esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo", significando que "é um país credível, um país respeitado". Para o Governo, detalhou Montenegro, "este mandato" é entendido "como mais uma demonstração" do histórico do país no que diz respeito à sua "intervenção e participação ao nível internacional".

Já o Presidente da República, António José Seguro, em comunicado enviado às redações, considerou que a "eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas é uma conquista que enaltece todo o povo português", nomeadamente ao nível do "que somos, a confiança que transmitimos e também o reconhecimento pelo nosso apego a valores universais".

Na ótica do chefe de Estado, a votação obtida hoje pelo país "é também o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas", refletindo "a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional".

"É também uma vitória da diplomacia portuguesa e da coerência e estabilidade da nossa política externa", concluiu António José Seguro, endereçando as felicitações a "todos os envolvidos nesta eleição desde a apresentação da candidatura, em janeiro de 2013".

O chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, em afirmações proferidas em Nova Iorque e igualmente transmitidas pela RTP, referiu, por sua vez, que "esta é uma vitória sem precedentes", representando "a primeira vez que Portugal é eleito à primeira volta".

"Isto mostra o trabalho que foi feito ao longo destes 13 anos, por vários Governos, por vários Presidentes, mas, em especial, aquele que foi feito ao longo dos últimos dois anos, que foram decisivos para esta vitória", sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Destacou ainda que, na sua perspetiva, "isto diz muito sobre o prestígio de Portugal e sobre a forma como é apreciada a nossa política externa". Para Paulo Rangel, estarão agora pela frente "dois anos muito desafiantes".

*Notícia em atualização

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