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Portugal condena "intensificação das operações israelitas no Líbano"

Chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel
Chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel Direitos de autor  AP Photo/Petros Giannakouris
Direitos de autor AP Photo/Petros Giannakouris
De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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Uma reação que surge depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado uma expansão das investidas levadas a cabo por Telavive em território libanês, a qual foi já concretizada.

O Ministério português dos Negócios Estrangeiros reiterou, através de uma publicação na rede social X, a sua "condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano". Isto depois de o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, ter afirmado, durante uma visita à capital libanesa, Beirute, que é "essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo".

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Uma reação que surge depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado uma expansão das investidas levadas a cabo por Telavive em território libanês, no âmbito do que diz ser a luta da nação contra o Hezbollah, apoiado pelo Irão. A 17 de abril entrou em vigor uma trégua entre o grupo xiita libanês e Israel, mas esta tem sido repetidamente violada desde então.

De facto, a promessa de Netanyahu viria a concretizar-se por via de um reforço dos ataques contra o Líbano — e com as forças israelitas a conquistarem, na noite de sábado para domingo, o castelo de Beaufort, uma fortaleza de valor estratégico considerável localizada no sul do país.

Perante esta ofensiva renovada, o Governo português destacou que encoraja "que as negociações em curso possam continuar e levar a um respeito integral pelo cessar-fogo".

No que diz respeito à atual situação no Líbano, o Ministério liderado por Paulo Rangel sublinhou ainda que o "Governo português tem condenado sistematicamente toda a atividade do Hezbollah", elogiando ainda o que descreveu como "a coragem do atual Governo libanês para a enfrentar e lhe pôr termo".

A tutela assegurou ainda que "apoia as Forças Armadas Libanesas", evidenciando "a importância da missão da UNIFIL [Força Interina das Nações Unidas no Líbano]", uma coligação multinacional de manutenção da paz composta por soldados de 50 países de todo o mundo, "cuja segurança deve ser plenamente assegurada", lê-se na publicação.

Numa outra vertente negocial, e já depois da posição emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a agência de notícias iraniana Tasnim, próxima da Guarda Revolucionária, reportou que Teerão suspendeu, esta segunda-feira, todas as conversações indiretas com os Estados Unidos, na sequência daquilo que têm sido, na ótica do país, os "crimes contínuos" de Israel no Líbano.

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