Não há gregos entre os tripulantes da embarcação.
Um navio de carga, de gestão grega, foi atacado na terça-feira junto à costa de Omã, durante a passagem pelo estreito de Ormuz.
De acordo com a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard, o navio de carga a granel sob bandeira da Libéria, chamado “Minoan Pioneer”, foi atingido por um projétil desconhecido, provavelmente um drone, o que provocou um incêndio e levou a tripulação a abandoná-lo.
Pelas mesmas informações, um marinheiro, alegadamente o terceiro-maquinista do navio, está desaparecido. Segundo os últimos dados disponíveis, não há gregos entre os membros da tripulação.
A empresa britânica Vanguard adiantou que o projétil terá atingido a casa das máquinas, tendo deflagrado também um fogo na zona de alojamento da tripulação.
Inicialmente, os tripulantes tentaram controlar o incêndio, pedindo ao mesmo tempo assistência imediata. A evolução da ocorrência acabou por levar ao abandono do navio, não havendo para já detalhes sobre a extensão dos danos ou sobre o estado dos restantes ocupantes.
O “Minoan Pioneer” é gerido pela empresa grega Modion Maritime Management.
As autoridades competentes e os serviços de segurança marítima acompanham o incidente, sem que, até ao momento, se saiba a origem do projétil nem quem estará por detrás do ataque.
Federação Marítima Pan-helénica condena veementemente ataque
Em comunicado, a Federação Marítima Pan-helénica exprime a sua veemente condenação do ataque contra o “MINOAN PIONEER”.
Segundo o texto, trata-se de mais um “ataque criminoso e terrorista” contra um navio numa zona marítima em guerra, sublinhando-se que as medidas adotadas até agora não são suficientes para garantir a segurança da navegação e a proteção das tripulações.
Em paralelo, a organização apela para a cessação imediata de todos os ataques contra navios comerciais, dando prioridade à salvaguarda da vida, da saúde e da integridade física dos marítimos que trabalham nessas áreas.
O comunicado destaca ainda a necessidade de uma mobilização imediata da Grécia, instando o país a assumir iniciativas concretas e eficazes a nível internacional, de modo a reforçar a proteção dos navios de armadores gregos e das respetivas tripulações.
Por fim, pede-se à comunidade internacional que, sem demora, adote decisões e medidas concretas para pôr termo aos ataques contra a marinha mercante e garantir os direitos dos marinheiros, a começar pelo direito à proteção da vida humana.