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Preços do petróleo sobem à medida que Trump dá sinais de adotar medidas mais duras contra o Irão

Sala de negociação (foto de arquivo)
Sala de negociação (foto de arquivo) Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Angela Barnes & AP
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Os preços do petróleo subiram na manhã de segunda-feira, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter lançado um novo aviso ao Irão através das redes sociais.

Os futuros do petróleo Brent, referência internacional, para julho subiram 1,81%, sendo negociados a 111,27 dólares por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para junho registaram um aumento de 2,15%, para 107,69 dólares por barril, à medida que os investidores avaliavam a mais recente mensagem do presidente Trump ao Irão.

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Numa publicação na sua plataforma Truth Social, afirmou no domingo: "Para o Irão, o tempo está a esgotar-se, e é melhor que se apressem, ou não restará nada deles. O TEMPO É ESSENCIAL!"

Washington tem estado envolvida num conflito com Teerão desde que as forças norte-americanas e israelitas lançaram ataques de grande envergadura contra a República Islâmica no final de fevereiro. Desde então, poucos progressos foram feitos no sentido de pôr fim à guerra que fez disparar os preços globais da energia.

Um ataque com drones, no fim de semana, contra uma central nuclear dos Emirados Árabes Unidos veio agravar ainda mais as preocupações quanto a uma potencial escalada do conflito.

Mercados da Ásia-Pacífico registam quedas

Noutras negociações realizadas na manhã desta segunda-feira, os mercados do Japão e da Coreia do Sul afastaram-se ainda mais dos seus máximos históricos. O Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos, numa descida liderada pelas ações do setor tecnológico, depois de ter atingido na semana passada os níveis intradiários mais elevados de sempre, acima dos 63.000 pontos.

A taxa de rendibilidade das obrigações do Estado japonês a 10 anos subiu para 2,8%, o seu nível mais alto desde o final da década de 1990, parte de uma tendência para rendimentos mais elevados à medida que o Banco do Japão aumenta gradualmente as taxas de juro e os custos mais elevados da energia aumentam as expectativas de inflação crescente. Trata-se de um aumento em relação aos cerca de 2,55% registados há apenas uma semana.

O Kospi de Seul subiu 0,9% para 7.558,50, após ter sido negociado em baixa no início do dia. Ultrapassou a marca dos 8.000 na sexta-feira, apoiado pela compra de ações tecnológicas impulsionada pelo boom da inteligência artificial, mas recuou posteriormente, em parte devido à realização de lucros por parte dos investidores.

O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,6%, para 25.543,32. O índice Shanghai Composite registou uma ligeira descida de 0,1%, para 4.132,24, depois de a China ter divulgado dados do retalho, relativos a abril, mais fracos do que o esperado.

O S&P/ASX 200 da Austrália recuou 1,4%, para 8.508,40, enquanto o Taiex de Taiwan caiu 1,1%. O Sensex da Índia caiu 0,6%.

Noutras transações, o dólar norte-americano subiu de 158,62 ienes para 159,02 ienes. O euro era negociado a 1,1626 dólares, acima de 1,1622 dólares.

Espera-se que os mercados europeus comecem a semana em baixa, de acordo com dados da IG.

Queda de Wall Street após atingir máximos históricos

Entretanto, os futuros das ações norte-americanas estavam a ser negociados sem grandes variações, depois do mercado bolsista norte-americano ter recuado dos seus máximos históricos na sexta-feira e se ter juntado à queda generalizada das ações a nível mundial, na sequência do impacto negativo que o aumento dos preços do petróleo teve no mercado obrigacionista. As ações que tinham sido arrastadas pela euforia em torno da tecnologia de inteligência artificial lideraram a descida.

O S&P 500 caiu 1,2% em relação ao seu máximo histórico atingido no dia anterior. O Dow Jones Industrial Average desceu 537 pontos, ou 1,1%, e o índice Nasdaq Composite afundou 1,5% em relação ao seu próprio recorde.

As ações do setor tecnológico registaram uma queda acentuada, numa reviravolta face às suas subidas vertiginosas ao longo de grande parte do ano, que tinham levado os mercados mundiais a atingir recordes, mas também suscitado críticas de que tinham ido longe demais.

A Nvidia, a ação que rapidamente se tornou o rosto da revolução da IA, caiu 4,4% e foi a que mais pesou no S&P 500. Tinha começado o dia com um ganho de mais de 26% no ano até ao momento.

A Micron Technology foi outra das ações que mais pesaram no mercado, após cair 6,6%. No entanto, continua a registar uma subida de quase 154% no ano até ao momento.

"Para nós, parece que os mercados entraram em território de sobrecompra", segundo Brian Jacobsen, estratega-chefe para assuntos económicos da Annex Wealth Management. Afirmou ainda que os fortes lucros empresariais e a economia norte-americana robusta que impulsionaram as ações dos EUA para níveis recorde permanecem intactos, mas "é improvável que o caminho seja fácil. Períodos como este exigem mais disciplina do que esperança."

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