Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Miguel Ângelo e Auguste Rodin em diálogo na exposição "Corps vivants" no Louvre

Miguel Ângelo e Rodin em diálogo numa exposição no Louvre
Miguel Ângelo e Rodin em diálogo numa exposição no Louvre Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Christina Molle com AFP
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

O Louvre confronta Miguel Ângelo e Rodin em "Corps vivants", uma exposição que explora a representação do corpo, entre a herança antiga e a modernidade.

Um diálogo entre dois grandes gigantes da escultura ocidental sob a pirâmide do Louvre: 200 obras - mármores, bronzes, gessos, terracotas, moldes e numerosos desenhos - de Miguel Ângelo e Rodin, separados por três séculos e meio, estão expostas no famoso museu parisiense até 20 de julho. O objetivo da exposição é comparar a arte destes dois génios, com base no seu tema principal, o "corpo vivo".

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

"O estilo de Miguel Ângelo é um estilo muito renascentista, precursor do maneirismo e, nesse sentido, o seu estilo é muito diferente do de Rodin, que também, na sua época, revolucionou os códigos da escultura. Estamos a sair de um século em que a escultura oscilou entre um tributo muito forte ao classicismo, com um olhar renovado sobre a Antiguidade, uma forte inspiração da Antiguidade e, ao mesmo tempo, toda a contribuição do Romantismo, que está muito ligado à representação das expressões, das paixões", explica Chloé Ariot, conservadora do Museu Rodin e curadora da exposição.

O fio condutor da exposição é a vida e a energia interior do corpo. Para além da sua forma, as esculturas exprimem uma vida psíquica: pensamentos, sonhos, sofrimento.

O Louvre acolhe igualmente dois espectáculos de dança, inspirados nas pinturas e esculturas dos dois artistas e interpretados por bailarinos da Ópera de Paris.

"Quando começámos a pensar nesta noite com o diretor de dança, José Martinez, do Ballet Opéra de Paris, imaginámos um espetáculo dedicado a duetos. Porque é que fizemos isto? Porque esta exposição é, de certa forma, um dueto entre dois grandes escultores e, por isso, é uma noite feita de grandes duetos, um pouco míticos, do grande repertório do Ballet da Ópera de Paris, mas também com uma criação de Yvon Demolle, um bailarino do Ballet da Ópera de Paris, que imaginou uma criação que liga, ecoa e dialoga com a arte de Miguel Ângelo e a arte de Rodin", entusiasma-se Luc Bouniol-Laffont, diretor da prefiguração do auditório e do departamento de artes do espetáculo.

Ao reunir Miguel Ângelo e Rodin, o Louvre propõe uma leitura interdisciplinar da história da escultura. A exposição não se limita a comparar dois artistas: mostra como a mesma questão - representar os vivos - atravessa os séculos.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Exposição do centenário mostra objetos pessoais de Marilyn Monroe

Pai de Amy Winehouse perde ação sobre venda de bens da filha

Miguel Ângelo e Auguste Rodin em diálogo na exposição "Corps vivants" no Louvre