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Estados Unidos prontos para retomar guerra com o Irão

Presidente Donald Trump fala durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, ao lado do secretário da Defesa Pete Hegseth, a 27 de maio de 2026, em Washington.
O presidente Donald Trump discursa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, acompanhado pelo secretário da Defesa Pete Hegseth, a 27 de maio de 2026, em Washington. Direitos de autor  AP Photo/Jacquelyn Martin
Direitos de autor AP Photo/Jacquelyn Martin
De Evelyn Ann-Marie Dom
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Trump tinha dito estar prestes a chegar a um acordo de paz com o Irão, mas não aprovou o entendimento após uma reunião de duas horas na sexta-feira.

Os Estados Unidos deram a entender que estão "mais do que preparados" para retomar a guerra com o Irão, se necessário, numa altura em que o destino de um eventual acordo entre Washington e Teerão continua em aberto.

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"Estamos mais do que preparados, os nossos arsenais estão mais do que à altura, tanto ali como em todo o mundo, graças à forma como conjugamos munições sofisticadas e mais abundantes", declarou o secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, ao discursar num importante fórum de defesa na Ásia, no sábado. "Estamos numa posição muito favorável", acrescentou.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) reiterou esta posição na rede X, assegurando que as forças norte-americanas "se mantêm presentes e vigilantes em toda a região".

Negociadores norte-americanos e iranianos chegaram na quinta-feira a um acordo-quadro provisório para prolongar por 60 dias o cessar-fogo na guerra do Irão e iniciar conversações sobre o programa nuclear iraniano, com vista a um acordo final.

A proposta ainda precisa de ser aprovada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou querer tomar a sua "decisão final" sobre o acordo numa reunião a realizar em breve

"O Irão tem de aceitar que nunca terá uma arma ou bomba nuclear. O estreito de Ormuz tem de estar imediatamente aberto, sem portagens, à livre circulação de navios, nos dois sentidos. Todas as minas marítimas, se existirem, terão de ser eliminadas", escreveu Trump na rede Truth Social.

Trump reuniu-se durante duas horas com conselheiros na "Situation Room" da Casa Branca, na sexta-feira, mas o encontro terminou sem uma decisão, disse um alto responsável da administração.

O responsável, que falou sob condição de anonimato, adiantou que Trump só assinará um acordo que respeite as suas linhas vermelhas, incluindo uma garantia de que Teerão nunca poderá desenvolver armas nucleares.

Antes do final da reunião, o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, disse aos meios de comunicação estatais que ainda não tinha sido fechado qualquer acordo. Acrescentou que os negociadores estavam sobretudo concentrados em pôr fim à guerra e que, por agora, não estavam a discutir os detalhes do programa nuclear do Irão.

O programa nuclear iraniano continua a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações. Teerão tem rejeitado repetidamente esta exigência, sustentando que as suas atividades nucleares são exclusivamente pacíficas e de caráter civil

Veículos passam diante de um cartaz com um gráfico do estreito de Ormuz e os lábios cosidos do presidente dos EUA, Donald Trump, numa praça no centro de Teerão, Irão, sábado, 2 de maio de 2026
Veículos passam diante de um cartaz com um gráfico do estreito de Ormuz e os lábios cosidos do presidente dos EUA, Donald Trump, numa praça no centro de Teerão, Irão, sábado, 2 de maio de 2026 AP Photo/Vahid Salemi

Os principais negociadores iranianos manifestaram igualmente falta de confiança "em garantias ou palavras", insistindo que só contam os atos, um reflexo da profunda desconfiança que persiste entre os dois países

"Nenhum passo será dado antes de a outra parte agir", Mohammad-Bagher Ghalibaf escreveu na rede X. "Não conquistamos concessões através de conversações, mas sim através de mísseis".

Tanto o Irão como os Estados Unidos acusaram-se mutuamente de violar o cessar-fogo desde que este entrou em vigor, há cerca de sete semanas. Ainda assim, as negociações entre as duas partes têm continuado.

Outras fontes • AP, AFP

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