Os bombeiros, incluindo o que sofreu ferimentos ligeiros, foram transportados para o Hospital de Santa Maria da Feira. Carro despistou-se numa zona de difícil acesso onde lavra um incêndio desde segunda-feira. Fogos de Arouca e Torre de Moncorvo concentram o maior número de meios.
Quatro bombeiros voluntários de Arouca ficaram feridos, três deles com gravidade, depois de o veículo em que seguiam se ter despistado, na madrugada desta quarta-feira, numa via florestal de difícil acesso na localidade de Pedrógão, freguesia de Moldes, onde desde segunda-feira lavra um incêndio que continua por dominar.
Os operacionais, incluindo o que teve ferimentos ligeiros, foram transportados para o Hospital de Santa Maria da Feira. As lesões mais graves são fraturas, disse à Lusa Ricardo Fradique, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro.
O alerta foi dado perto das 04:00 e às 06:45 estavam no local 15 operacionais, apoiados por seis veículos. Às 07.20, as equipas de socorro ainda estavam a retirar as vítimas da viatura. O acidente foi causado pelos declives acentuados do terreno, adiantou a mesma fonte à RTP.
O incêndio de Arouca, espalhado pela freguesia de Moldes e pela União de Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra, tem três frentes ativas, com as chamas a terem consumido, até agora, aproximadamente 700 hectares.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca afirmou, em declarações à RTP, que a área montanhosa é um dos principais obstáculos e sublinhou a importância de usar meios aéreos logo na fase inicial do combate.
Pelas 19:30, estavam em ação neste concelho do distrito de Aveiro mais de 600 operacionais, que contam com a ajuda de cerca de 190 viaturas e seis meios aéreos.
Incêndio de Torre de Moncorvo é o que mobiliza mais meios
Desde sábado que a população de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, está em sobressalto devido a um fogoque voltou a ganhar impulso na sequência das altas temperaturas, acima dos 35 graus.
As chamas já se alastraram ao município vizinho de Carrazeda de Ansiães, aproximando-se de casas. O presidente da freguesia de Seixo de Ansiães indicou à RTP que os habitantes foram alertados da situação, mas que não foi necessário evacuar habitações.
Está a ser feito um "patrulhamento de proximidade" de forma a "sensibilizar a população" para se manter atenta, ao mesmo tempo que se mantêm os corredores de circulação desinibidos para o combate ao fogo, explicou à emissora pública o major Hernâni Martins da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Em Torre de Mocorvo, estavam empenhados, ao final da tarde, mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 170 viaturas e duas aeronaves.
O norte do país é a região mais afetada pelos incêndios. Santo Tirso, no distrito do Porto, é outro dos concelhos que mais preocupação têm causado. As quatro frentes ativas na freguesia de Rebordões obrigaram a retirar pessoas das respetivas casas, sendo que arderam vários carros de uma sucata. Desde segunda-feira já foram consumidos mais de 900 hectares.
A humidade trazida pela madrugada foi um precioso auxílio e, esta manhã, havia apenas duas frentes de fogo, com o incêndio a ter entrado em fase de resolução durante a tarde. O dispositivo local inclui, ainda assim, pelas 19:30, mais de 200 operacionais, 65 meios terrestres e uma aeronave.
Os incêndios que deflagraram terça-feira em Monção e em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, foram dados como dominados esta manhã, mas permanecem mobilizadas dezenas de bombeiros para prevenir reacendimentos.
Em curso permanece ainda o fogo de Boticas (Vila Real), o terceiro no município desde sábado à noite, exigindo a intervenção de mais de 180 operacionais e quatro meios aéreos.