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Quatro bombeiros feridos em Arouca após despiste de carro de combate a incêndios

ARQUIVO - Bombeiro combate fogo em Sever do Vouga, setembro de 2024
ARQUIVO - Bombeiro combate fogo em Sever do Vouga, setembro de 2024 Direitos de autor  AP Photo/Bruno Fonseca
Direitos de autor AP Photo/Bruno Fonseca
De João Azevedo
Publicado a Últimas notícias
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Três dos bombeiros estão feridos com gravidade. Carro despistou-se numa zona de difícil acesso onde lavra um incêndio desde segunda-feira. Fogos de Arouca e Torre de Moncorvo concentram o maior número de meios.

Quatro bombeiros voluntários de Arouca ficaram feridos, três deles com gravidade, depois de o veículo em que seguiam se ter despistado, na madrugada desta quarta-feira, numa via florestal de difícil acesso na localidade de Pedrógão, freguesia de Moldes, onde desde segunda-feira lavra um incêndio que continua por dominar.

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O alerta foi dado perto das 04:00 e às 06:45 estavam no local 15 operacionais, apoiados por seis veículos. O acidente foi causado pelos declives acentuados do terreno, adiantou à RTP fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro.

O incêndio de Arouca, espalhado pela freguesia de Moldes e pela União de Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra, tem quatro frentes ativas, estando seis aldeias na linha de fogo, embora não haja populações em risco.

A presidente da Câmara Municipal de Arouca afirmou, em declarações à RTP, que a área montanhosa é um dos principais obstáculos e sublinhou a importância de usar meios aéreos logo na fase inicial do combate.

Por volta das 09:00, estão em ação neste concelho do distrito de Aveiro mais de 480 operacionais, que contam com a ajuda de cerca de 160 viaturas e dois meios aéreos.

Incêndio de Torre de Moncorvo é o que mobiliza mais meios

Desde sábado que a população de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, está em sobressalto devido a um fogoque voltou a ganhar impulso na sequência das altas temperaturas, que, ontem, ultrapassaram os 35 graus.

As chamas já se alastraram ao município vizinho de Carrazeda de Ansiães, aproximando-se de casas. O presidente da freguesia de Seixo de Ansiães indicou à RTP que os habitantes foram alertados da situação, mas que não foi necessário evacuar habitações.

Está a ser feito um "patrulhamento de proximidade" de forma a "sensibilizar a população" para se manter atenta, ao mesmo tempo que se mantêm os corredores de circulação desinibidos para o combate ao fogo, explicou à emissora pública o major Hernâni Martins da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em Torre de Mocorvo, estão empenhados mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 160 viaturas e cinco aeronaves.

O norte do país é a região mais afetada pelos incêndios. Santo Tirso, no distrito do Porto, é outro dos concelhos que mais preocupação têm causado. As quatro frentes ativas na freguesia de Rebordões obrigaram a retirar pessoas das respetivas casas, sendo que arderam vários carros de uma sucata. Desde segunda-feira já foram consumidos mais de 900 hectares.

A humidade trazida pela madrugada foi um precioso auxílio e, esta manhã, há apenas duas frentes de fogo. O dispositivo local inclui, às 09:00, mais de 200 operacionais, 64 meios terrestres e uma aeronave.

Está ainda em curso um quarto incêndio em Monção, no distrito de Viana do Castelo, com 60 bombeiros e 17 viaturas de apoio. Os fogos de Boticas (Vila Real) e de Lamego (Viseu) encontram-se agora em fase de resolução.

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