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Estados Unidos lançam segundo ataque ao Irão em três dias enquanto Trump critica negociações

Bombardeiro B1 Lancer norte-americano descola da RAF Fairford, em Inglaterra, quinta-feira, 26 de março de 2026. (Foto AP/Alastair Grant)
Bombardeiro B1 Lancer norte-americano descola da base de RAF Fairford, em Inglaterra, quinta-feira, 26 de março de 2026. (Foto AP/Alastair Grant) Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi com AP
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Segundo o Comando Central dos EUA, forças americanas destruíram quatro drones iranianos de ataque perto do estreito de Ormuz e estação de controlo em Bandar Abbas estaria prestes a lançar um quinto drone.

As Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) informaram na noite de quarta-feira que realizaram novos "ataques defensivos" contra o Irão, depois de o presidente do país, Donald Trump, ter afirmado que Teerão está "a negociar no limite".

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Segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), foram atingidos quatro drones iranianos de ataque unidirecional que representavam uma ameaça na zona do estreito de Ormuz e uma estação de controlo terrestre iraniana em Bandar Abbas que se preparava para lançar um quinto drone.

O novo ataque norte-americano, o segundo em três dias, ocorre num contexto de um cessar-fogo frágil que dura há várias semanas e de conversações ativas entre as duas partes para pôr termo à guerra, que dura há quase três meses, e chegar a um acordo que permita reabrir o estreito de Ormuz.

Detalhes sobre os ataques surgiram depois de Trump, numa reunião de governo mais cedo, ter manifestado confiança de que a sua administração está a fazer progressos para pôr fim à guerra, embora mais tarde tenha avisado que os EUA "terão de acabar o trabalho" se as conversações falharem.

"Eles querem muito chegar a um acordo", disse Trump. "Até agora, ainda não chegaram lá. Não estamos satisfeitos, mas vamos ficar — ou isso, ou teremos simplesmente de acabar o trabalho".

Os ataques de quarta-feira surgem também numa altura em que Trump acelera a campanha antes das eleições intercalares de novembro nos EUA e em que os republicanos receiam que o aumento dos custos e dos preços dos combustíveis esteja a deteriorar o estado de espírito do eleitorado americano.

Analistas consideram que Trump procura um argumento credível para sustentar que a capacidade nuclear do Irão foi suficientemente reduzida para poder declarar vitória e encerrar um conflito politicamente impopular para os republicanos.

Mas, tal como as coisas estão, Trump arrisca-se a descobrir que o desfecho da guerra que escolheu travar poderá ser pouco satisfatório.

Alguns pormenores do acordo em preparação já expuseram o presidente norte-americano a duras críticas — inclusive de alguns dos seus apoiantes — segundo as quais os dirigentes da chamada linha dura do Irão sairão do conflito abalados, mas fortalecidos.

Trump rejeitou na quarta-feira a ideia de que as próximas eleições possam moldar a sua estratégia para o Irão. "Eles pensaram que iam esperar mais do que eu. Sabem, 'vamos aguentar, ele tem as intercalares'", disse Trump. "Não quero saber das intercalares".

Alguns apoiantes de Trump mantêm-se céticos

Trump insiste que um acordo está ao alcance, apesar das aparentes diferenças significativas entre os EUA e o Irão em várias questões-chave, entre as quais o destino das reservas iranianas de urânio e a guerra de Israel contra o Hezbollah no Líbano, que Teerão quer ver terminada.

No âmbito do possível acordo, Teerão aceitaria abdicar das suas reservas de urânio altamente enriquecido — uma exigência central de Trump — em troca de um alívio das sanções.

Trump afirmou na quarta-feira que "não ficaria confortável" se fosse a Rússia ou a China a receber as reservas iranianas de urânio altamente enriquecido.

Os dois países mantêm as relações mais estreitas com Teerão e analistas nucleares têm defendido que poderiam ser um terceiro interveniente aceitável para a República Islâmica receber o urânio enriquecido no quadro de um eventual acordo.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão possui 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60% de pureza, a um pequeno passo técnico dos níveis de 90% exigidos para armamento nuclear. Teerão não se comprometeu publicamente a abdicar do seu urânio.

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