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Irão: Guarda Revolucionária avisa que transformará costa em "cemitério" se EUA retomarem ataques

Arquivo: Um membro da Guarda Revolucionária faz guarda durante uma concentração anti-israelita na Praça Felestin (Palestina), em Teerão, 15 de abril de 2024
Arquivo: um membro da Guarda Revolucionária monta guarda durante uma concentração anti-israelita na praça Felestin (Palestina), em Teerão, 15 de abril de 2024 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Euronews Persian
Publicado a Últimas notícias
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Um responsável da Marinha da Guarda Revolucionária ameaçou transformar toda a costa iraniana do Golfo num campo de morte se os EUA retomassem os ataques, embora mediadores digam que as partes estão mais perto de um acordo inicial do que em qualquer momento desde o cessar-fogo de abril.

Um alto responsável da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana advertiu, esta quarta-feira, que o Irão "transformará a zona entre Chabahar e Mahshahr num cemitério para agressores" se os Estados Unidos retomarem a ação militar.

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"Os nossos combatentes trazem hoje no peito o desejo de travar combate corpo a corpo com o inimigo", declarou o adjunto político da Marinha da Guarda Revolucionária, Mohammad Akbarzadeh, citado pela agência noticiosa Tasnim.

Akbarzadeh afirmou que as forças armadas iranianas se encontram em plena prontidão e descreveu como remota a possibilidade de uma nova guerra, atribuindo-a ao que qualificou de "fraqueza" do lado adversário.

Chabahar e Mahshahr são cidades portuárias iranianas em extremos opostos da longa linha costeira do país, que se estende por cerca de 1 500 quilómetros desde o golfo de Omã até ao fim do Golfo Pérsico. Entre ambas situa-se o Estreito de Ormuz.

Akbarzadeh acrescentou que os Estados Unidos sofreram uma derrota estratégica no estreito.

"Afirmaram que conseguiriam reabrir o Estreito de Ormuz, mas, depois do encerramento desta via marítima, mesmo com todo o seu poder não conseguiram fazer nada", disse.

"Os americanos pensam que podem falar com a República Islâmica na linguagem da força, mas, ao que parece, ainda não aprenderam que não se deve falar com os iranianos na linguagem das ameaças."

Um responsável do Pentágono avaliou, por seu lado, que o bloqueio naval norte-americano prejudicou receitas petrolíferas do Irão no valor de cerca de 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros).

As negociações entre Teerão e Washington sobre um acordo preliminar estarão hoje mais próximas de uma conclusão do que em qualquer outro momento desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 8 de abril, embora o controlo do estreito e a questão nuclear continuem a ser as duas áreas em que nenhum dos lados cedeu nas suas exigências.

A falar a partir de Moscovo, onde participou numa conferência sobre segurança, o secretário-adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Bagheri Kani, afirmou que as duas partes ainda não tinham chegado a acordo sobre o levantamento do bloqueio.

Disse que as reservas de urânio enriquecido de Teerão não estavam em cima da mesa das negociações e confirmou que o Irão e Omã mantinham conversações separadas sobre um novo procedimento de passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

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