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Irão cobra taxas por "serviços de navegação" no estreito de Ormuz

Navios de carga permanecem fundeados ao largo no estreito de Ormuz, em frente a Bandar Abbas, 4 de maio de 2026
Navios de carga fundeados ao largo no estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, 4 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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O Irão fechou na prática esta via marítima crucial nos primeiros dias da guerra e, em meados de abril, os EUA responderam impondo um bloqueio aos portos iranianos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou esta segunda-feira que Teerão está a cobrar taxas por “serviços de navegação” aos navios que atravessam o estratégico estreito de Ormuz, mas que não está a impor portagens.

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“Os serviços que são prestados, serviços de navegação além das medidas necessárias para proteger o ambiente do estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do mar de Omã, exigem a cobrança de determinadas taxas”, declarou o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, em conferência de imprensa semanal, acrescentando que o Irão “não procura cobrar portagens”.

Na semana passada, o Irão publicou um mapa em que reivindica controlo regulamentar sobre uma parte do estreito de Ormuz que se estende profundamente pelas águas territoriais dos Emiratos Árabes Unidos e de Omã, o que levou cinco Estados do Golfo a avisarem formalmente as companhias de navegação, através da Organização Marítima Internacional (IMO), para não acatarem

Numa publicação na rede X, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), do Irão, definiu a zona de gestão que reivindica como se estendendo de Kuh-e Mobarak, no Irão, até ao sul de Fujairah, nos Emiratos Árabes Unidos, na entrada oriental do estreito, e desde a extremidade da ilha de Qeshm, no Irão, até Umm al-Quwain, nos Emiratos, na sua entrada ocidental.

Donald Trump no auditório South Court do Edifício do Gabinete Executivo Eisenhower, 18 de maio de 2026
Donald Trump no auditório South Court do Edifício do Gabinete Executivo Eisenhower, 18 de maio de 2026 AP Photo

A zona abrange águas que os Emiratos Árabes Unidos e Omã consideram como seu território soberano. Todos os navios que atravessem a área definida têm de obter autorização prévia da PGSA.

Bahrein, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emiratos Árabes Unidos enviaram uma carta conjunta à IMO, advertindo os navios comerciais e de carga para não contactarem a PGSA nem atravessarem a via marítima utilizando a rota definida pelo Irão. A carta foi distribuída pela própria IMO.

Os Estados Unidos e Irão mantêm um impasse em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempo de paz, passa um quinto do comércio mundial de petróleo e gás.

O Irão fechou na prática esta via marítima crucial nos primeiros dias da guerra e, em meados de abril, os Estados Unidos responderam impondo o seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

O encerramento tem colocado pressão sobre a administração Trump, já que os preços do petróleo e da gasolina dispararam antes de eleições intercalares decisivas, pressionando também os aliados dos Estados Unidos no Golfo, que utilizam a via marítima para exportar o seu petróleo e gás para o resto do mundo

Na quinta-feira passada, a Comissão Europeia reviu em baixa a previsão de crescimento de 2026 para a economia europeia, numa altura em que o conflito em curso no Médio Oriente faz disparar os preços da energia

A economia da UE deverá agora crescer apenas 1,1% em 2026, face aos 1,4% projetados nas previsões de outono da Comissão. As perspetivas para a zona euro foram revistas ainda mais em baixa, para 0,9%

No seu relatório, a Comissão alertou que a perturbação dos mercados energéticos mundiais, causada pela escalada de tensões em torno do estreito de Ormuz, deteriorou significativamente as perspetivas económicas da Europa

Outras fontes • AFP

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