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EUA e Irão trocam ataques pelo segundo dia e ameaçam esperança de fim da guerra

Veículos passam por cartaz com o estreito de Ormuz e Donald Trump, presidente dos EUA, de lábios cosidos, numa praça no centro de Teerão, Irão, sábado, 2 mai. 2026
Carros passam por um cartaz com o estreito de Ormuz e os lábios cosidos do presidente dos EUA, Donald Trump, numa praça no centro de Teerão, Irão, sábado, 2 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Emma De Ruiter
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O novo ataque norte-americano a várias cidades iranianas ocorre num impasse das negociações para terminar a guerra, com o Irão a insistir em manter o controlo do estreito de Ormuz, perturbando o fornecimento energético mundial e a encarecer o petróleo.

Os Estados Unidos e o Irão trocaram ataques pelo segundo dia consecutivo, enquanto líderes norte-americanos acusavam a contraparte iraniana de prolongar as negociações para um acordo que ponha fim à guerra de três meses.

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Os meios de comunicação iranianos relataram explosões em várias zonas do sul, perto do Estreito de Ormuz, com rebentamentos ouvidos em Bandar Abbas, Qeshm e Minab, e fontes a indicarem impactos de "projéteis inimigos" em Kargan e Sirik.

O comando central dos EUA (CENTCOM) afirmou mais tarde ter dado por concluídos os ataques contra as capacidades militares iranianas de vigilância, sistemas de comunicação e posições de defesa aérea.

As forças norte-americanas "lançaram munições de precisão sobre alvos iranianos que representavam uma ameaça para as forças dos EUA e para navios comerciais internacionais que cruzam as águas da região", acrescentou.

Os ataques ocorreram depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, que tinha repetidamente afirmado que as negociações com Teerão estavam perto do fim, ter dito na quarta-feira que o Irão continua "a fazer de nós parvos" e que agora "vai ter de pagar o preço".

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou que, se Trump assim o exigisse, "negociaremos com bombas, e nisso somos muito bons".

Estreito de Ormuz "totalmente encerrado"

O Irão respondeu aos ataques norte-americanos atacando bases dos EUA no Bahrein e no Kuwait. Foi emitido um alerta de ataque aéreo no Bahrein e os residentes foram instados a "dirigir-se ao local seguro mais próximo", informou no X o ministério do Interior do país do Golfo.

O Kuwait encerrou temporariamente o seu espaço aéreo, enquanto os militares indicavam que os sistemas de defesa aérea estavam a funcionar para intercetar "alvos aéreos hostis".

Os meios iranianos referiram que o exército realizou ataques com drones contra antenas de comunicação e instalações de radar pertencentes à Quinta Esquadra da Marinha dos EUA, no Bahrein.

A marinha iraniana afirmou também ter atingido dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, acrescentando que essa via marítima crucial estava "completamente encerrada" e que "qualquer movimento de navios" seria alvo de ataque.

O CENTCOM negou, afirmando que "os navios comerciais continuam esta noite a entrar e sair do Estreito de Ormuz".

"Estão a pôr em risco o sagrado Estreito de Ormuz?! Vamos transformar a região num inferno para vocês", escreveu Majid Mousavi, chefe da força aeroespacial dos Guardas iranianos, numa publicação nas redes sociais.

O preço de referência internacional do petróleo bruto foi negociado acima de 93 dólares por barril na quarta-feira, uma subida de mais de 25% desde o início da guerra.

Trump afirmou na quarta-feira que os militares norte-americanos tinham ajudado em segredo a passagem de 100 milhões de barris de petróleo pelo estreito em disputa.

Trump tem apelado ao Irão para assinar um acordo que ponha fim à guerra e sugeriu no início da semana que esse entendimento poderia ser alcançado em poucos dias. Mais tarde queixou-se de que os negociadores estavam a demorar demasiado, depois de já ter avançado que o acordo estava a dias de distância.

"Estivemos mesmo perto de um acordo, mas eles continuam a arrastar isto", disse Trump aos jornalistas na quarta-feira.

Hegseth admitiu que os ataques pudessem prolongar-se por uma terceira noite, garantindo que seriam "fortes" e "claros".

Outras fontes • AFP, AP

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