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Estados Unidos: Trump apoia Infantino enquanto crise na FIFA continua

Donald Trump, à esquerda, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, observam cair confetes no final da final do Mundial de futebol
Presidente Donald Trump, à esquerda, e o presidente da FIFA Gianni Infantino assistem à queda de confetis após a final do Mundial de futebol Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Nathan Rennolds
Publicado a Últimas notícias
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Numa publicação na Truth Social, Trump escreveu que, se Infantino abandonar a presidência da FIFA, o Mundial "nunca mais será tão bem-sucedido ou lucrativo”.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, manifestou publicamente o seu apoio ao amigo Gianni Infantino, numa altura em que o contestado líder da FIFA continua a enfrentar críticas crescentes e pedidos para que se demita.

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Numa publicação na Truth Social, Trump afirmou que o organismo que dirige o futebol mundial, a FIFA, “estaria a cometer um erro terrível” se decidisse afastar-se de Infantino.

“É fantástico, acabou de presidir ao Mundial mais bem-sucedido de sempre, quatro vezes mais bem-sucedido”, escreveu Trump, acrescentando: “Se ele sair, nunca mais será tão bem-sucedido ou lucrativo”.

Nas últimas semanas, Infantino tem estado sob forte pressão devido a um plano de investimento privado que previa a entrada de investidores externos no capital de uma nova subsidiária comercial, a FIFA Forward Enterprise (FFE). A FFE passaria a gerir as operações comerciais e os eventos da FIFA, incluindo o Mundial, o que levou a acusações de que a FIFA tentava “vender” o futebol e desencadeou críticas generalizadas.

Desde então, a FIFA abandonou o plano e reconheceu que “foram cometidos erros” na forma como geriu o processo, mas as consequências continuam a agravar-se, com uma divisão crescente entre confederações e federações de futebol.

Na segunda-feira, a UEFA, organismo que rege o futebol europeu – e que ameaçou boicotar futuros eventos da FIFA por causa do dossiê –, divulgou uma carta conjunta com a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC), a exigir uma mudança de liderança na FIFA e a afirmar que a “confiança” foi “quebrada através do engano”.

“A força do futebol sempre foi a sua unidade. Apelamos para que essa unidade seja respeitada agora, com uma liderança que sirva o futebol, em vez de procurar controlá-lo”, lê-se na carta.

Apesar disso, o dirigente da FIFA, sob forte contestação, continua a contar com apoios decisivos noutras partes do mundo.

A Confederação Africana de Futebol “reconfirmou unanimemente o seu apoio” a Infantino, enquanto a Argentina, vice-campeã do Mundo, e o México, coanfitrião do torneio, também manifestaram apoio ao presidente.

Jogadores de Espanha, da esquerda, festejam ao lado de Donald Trump e do presidente da FIFA, Gianni Infantino, na cerimónia de consagração do vencedor do Mundial 2026
Jogadores de Espanha, da esquerda, festejam ao lado de Donald Trump e do presidente da FIFA, Gianni Infantino, na cerimónia de consagração do vencedor do Mundial 2026 Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.

Para quem acompanhou o Mundial, disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, e toda a preparação do torneio, o apoio de Trump a Infantino não será surpresa.

A relação cada vez mais estreita entre ambos já estava sob escrutínio depois de Infantino ter atribuído a Trump o primeiro “Prémio da Paz da FIFA”.

Mas o momento mais polémico surgiu quando a FIFA decidiu suspender um castigo de um jogo ao avançado norte-americano Folarin Balogun antes de um decisivo encontro a eliminar com a Bélgica, depois de Trump ter telefonado a Infantino.

Num comunicado então divulgado, Infantino confirmou que a chamada tinha ocorrido e afirmou ter explicado ao presidente que “existia um processo jurídico em curso, envolvendo os órgãos jurisdicionais independentes da FIFA, e que o caso seria decidido, em devido tempo, pelas instâncias competentes”.

“É assim que funciona o sistema da FIFA, e é um princípio que defenderei sempre”, acrescentou na altura.

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