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Principais cadeias de televisão dos EUA suspendem a cobertura sobre Trump em solidariedade com CNN

Sala de Imprensa James Brady da Casa Branca, vista no sábado, 19 de setembro de 2026, em Washington.
Sala de imprensa James Brady da Casa Branca, em Washington, fotografada no sábado, 19 de setembro de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Jose Luis Magana
Direitos de autor AP Photo/Jose Luis Magana
De Emma De Ruiter
Publicado a Últimas notícias
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Numa decisão invulgar, as cinco principais cadeias de televisão dos EUA anunciaram segunda-feira a suspensão da cobertura partilhada da Casa Branca, em solidariedade com a CNN.

Canais de notícias norte-americanos realizaram na segunda-feira um protesto invulgar contra a proibição imposta pela Casa Branca à CNN, MS NOW e Politico, o que equivaleu a um boicote total à cobertura do presidente Donald Trump.

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No sábado, jornalistas dos três órgãos foram impedidos de entrar no recinto da Casa Branca e tiveram os seus passes confiscados.

Entretanto, a CNN foi retirada das suas funções no "pool", que são partilhadas pelas cinco principais redes televisivas. Estava previsto que cobrisse a viagem do presidente a Nova Iorque para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Num e-mail enviado aos membros, o consórcio televisivo informou que não haveria cobertura alternativa e que outras redes iriam suspender a sua própria cobertura por tempo indeterminado.

“A partir de hoje, o grupo de jornalistas de televisão não irá cobrir eventos designados como cobertura conjunta do presidente”, afirmava o e-mail enviado pelo atual presidente do grupo, Bryan Boughton, chefe da delegação da Fox em Washington. “Esta decisão surge na sequência da posição da Casa Branca, que impediu a CNN de cumprir as suas obrigações atribuídas no âmbito do grupo.”

Vaughn Hillyard, correspondente da MS NOW na Casa Branca, realiza uma reportagem nas imediações da Casa Branca, segunda-feira, 21 de setembro de 2026, em Washington.
Vaughn Hillyard, correspondente da MS NOW na Casa Branca, realiza uma reportagem nas imediações da Casa Branca, segunda-feira, 21 de setembro de 2026, em Washington. AP Photo/Mark Schiefelbein

“O público tem um interesse vital em receber informação rigorosa e independente sobre o seu governo. Nenhuma administração deve restringir um órgão de comunicação social por discordar das suas notícias”, afirmaram ABC, CBS, CNN, Fox e NBC em comunicado.

Outros meios de comunicação também tomaram medidas de solidariedade. Vários órgãos, entre eles a AP, a AFP, o Washington Post e o The New York Times, decidiram não publicar fotografias de atos presidenciais na segunda-feira.

Na sequência do conflito, a inauguração por Trump do novo heliporto da Casa Branca, de que se orgulha, e a sua viagem à Assembleia Geral das Nações Unidas decorreram sem cobertura de televisão em direto.

A cerimónia de inauguração do enorme heliporto de granito no relvado sul foi apenas transmitida em streaming no sítio da Casa Branca e os comentários de Trump foram totalmente inaudíveis devido à ausência de microfones.

Na noite de segunda-feira, a Casa Branca lançou um canal de streaming, “Trump TV”, que, disse, irá exibir “vídeos de destaque, intervenções principais e momentos imperdíveis, em emissão 24 horas por dia, atualizados em tempo real”.

Quando entrou online, o canal estava a transmitir imagens de arquivo de um discurso de Trump em 3 de julho em Mount Rushmore.

O vice-presidente JD Vance acusou os meios de comunicação de difundirem “uma propaganda efetivamente de extrema-esquerda”.

“Eles podem continuar a fazer cobertura. Continuam a ter acesso à liberdade de expressão. Simplesmente já não vão ter um gabinete na Casa Branca”, declarou aos jornalistas.

Os órgãos anunciaram na segunda-feira que decidiram processar a administração Trump. “Esta proibição não podia constituir um ataque mais direto à Primeira Emenda, nem uma violação mais flagrante dos nossos princípios constitucionais mais fundamentais”, afirmaram as organizações na petição apresentada em tribunal.

Outras fontes • AP, AFP

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