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UEFA, AFC e CONCACAF atacam Infantino em carta aberta arrasadora

Presidente da FIFA Gianni Infantino chega para a tomada de posse do Presidente Abelardo de la Espriella em Cali, Colômbia, sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Presidente da FIFA Gianni Infantino chega à tomada de posse do presidente Abelardo de la Espriella, em Cali, Colômbia, sexta-feira, 7 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Malek Fouda
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A carta aberta criticou a decisão de Infantino e instou a FIFA a pedir desculpa pela má gestão, no âmbito da sua tentativa falhada de vender uma participação no Campeonato do Mundo a investidores privados.

Três confederações regionais de futebol – UEFA (Europa), CONCACAF (América do Norte e Central e Caraíbas) e a AFC (Ásia) – consideram que o recente plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, para vender uma participação no Mundial constituiu uma “violação fundamental da confiança” nas instituições que o organismo foi criado para servir.

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Numa “carta aberta à família do futebol”, divulgada na segunda-feira, a UEFA, a CONCACAF e a AFC acrescentaram que “quando a confiança é quebrada através do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe conferiu autoridade, esse dever é abandonado”.

A contundente carta foi coassinada pelo presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, pelo presidente da AFC, Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa, pelo presidente da CONCACAF, Victor Montagliani, e pelos três secretários-gerais das organizações.

“O futebol é a maior paixão partilhada do mundo. Não pertence a nenhuma pessoa nem a nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, aos adeptos, aos clubes, às federações e a todas as instituições encarregues de proteger o seu futuro”, lê-se no documento.

“É nesse espírito que, enquanto confederações que representam os seus membros, falamos hoje a uma só voz.”

Infantino enfrenta uma revolta após o fracasso do seu plano para vender participações no Mundial a investidores de capital de risco.

“Não é a conduta de um guardião do jogo, mas de alguém que acredita que o jogo lhe deve contas”, refere a carta.

“Não são estas as qualidades que o futebol merece na sua liderança. É por isso que assumimos esta posição: não de ânimo leve, nem sozinhos, mas em conjunto e por dever para com o jogo que servimos.”

A UEFA já tinha ameaçado boicotar o Mundial e outras competições da FIFA, apesar de o organismo reitor ter abandonado e pedido desculpa pelo plano falhado.

Muitas federações nacionais que integram o organismo europeu apelaram à demissão de Infantino, entre elas a Noruega.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, abandona o estádio após assistir a um jogo da Taça das Nações Africanas feminina de 2026 entre o Malawi e a Zâmbia, em Rabat, Marrocos, quarta-feira, 5 de agosto de 2026
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, abandona o estádio após assistir a um jogo da Taça das Nações Africanas feminina de 2026 entre o Malawi e a Zâmbia, em Rabat, Marrocos, quarta-feira, 5 de agosto de 2026 STR/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

A carta, crítica do dirigente suíço-italiano, não menciona Infantino pelo nome, mas rejeita a sua chamada desculpa, que não reconhece que a ideia de vender o Mundial é, em si, errada e atribui os erros a falhas de comunicação.

“Trata isto como uma falha de comunicação, quando aquilo a que o futebol assistiu foi a uma falha de julgamento”, acrescenta a carta.

“Ainda não há reconhecimento de que tentar vender uma participação no Mundial da FIFA foi uma profunda falha de julgamento, não apenas um erro processual, mas uma violação fundamental da confiança das próprias instituições que a FIFA existe para servir.”

Num comunicado divulgado no sábado, a FIFA defendeu Infantino face ao que qualificou como um “esforço concertado e contínuo” para minar a sua liderança da organização.

Esta reação surgiu depois de terem vindo a público notícias de que uma funcionária da UEFA sob a autoridade de Infantino, durante o seu mandato como secretário-geral da organização, recebeu uma “indemnização de saída” de seis dígitos devido a alegado comportamento impróprio.

Meios de comunicação britânicos alegaram que o líder da FIFA mantinha um caso extraconjugal, acusações que Infantino negou.

A UEFA confirmou que foi efetuado um “pagamento de saída” à trabalhadora e afirmou que este estava “em linha” com a regulamentação em vigor à época, sublinhando, porém, que essas regras foram entretanto “endurecidas”.

Infantino trabalhou na UEFA durante 16 anos antes de ser eleito presidente da FIFA.

Outras fontes • AP

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