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Partido de Vladimir Putin vence eleições russas com mais de 57%

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Partido de Putin venceu todas as eleições desde 2003
Partido de Putin venceu todas as eleições desde 2003 -  Direitos de autor  AP/Pool Sputnik Kremlin
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De Nathan Rennolds
Publicado a •Últimas notícias
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O último dia da votação coincidiu com um ataque à capital russa que o governador descreveu como “o maior até agora” contra a cidade, desde o início da guerra na Ucrânia.

Sem qualquer surpresa, o partido de Vladimir Putin, Rússia Unida, foi declarado vencedor das eleições parlamentares russas do fim de semana.

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O Rússia Unida, que venceu todas as eleições parlamentares no país desde 2003, conseguiu 57,8% dos votos, ficando com 355 lugares dos 450 que compõem a Duma Estatal, câmara baixa do Parlamento Federal da Rússia.

O Partido Comunista da Rússia, que apoia a política externa de Putin, nomeadamente a guerra na Ucrânia, ficou no segundo lugar, com 13,6% dos votos.

Estas eleições foram as primeiras desde que Moscovo lançou a invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Em agosto, o Supremo Tribunal da Rússia ordenou que o único partido que se opõe à guerra – o Yabloko – fosse retirado das listas eleitorais.

Numa declaração na altura, o cofundador do partido, Grigory Yavlinsky, criticou a decisão e anunciou que iria recorrer: “Excluir o Yabloko das eleições significa recusar o diálogo com pessoas que colocam questões incómodas para as autoridades”, afirmou. “Defendemos um cessar-fogo, a diplomacia e a paz, e a prevenção de uma guerra nuclear”.

No sábado, o partido informou que um dos seus observadores eleitorais tinha “perdido os sentidos” após ter sido “submetido a força” pela polícia em São Petersburgo. Acrescentou que outros observadores estavam a ser “impedidos de aceder às assembleias de voto” e que a sua deslocação estava a ser “restrita”.

Rússia relata ciberataques

Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, afirmou este domingo, citada pela agência Interfax, que o país registou mais de mil vagas de ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) contra infraestruturas eleitorais nos últimos dias.

“O nível de impacto é avaliado como muito elevado”, disse, acrescentando que os ataques parecem ter sido “levados a cabo por grupos altamente profissionais e bem coordenados, que utilizam ferramentas de inteligência artificial”.

Um ataque DDoS consiste em tentativas de piratas informáticos para perturbar uma rede, servidor ou serviço alvo, sobrecarregando o sistema com um grande volume de tráfego.

Autoridades eleitorais russas alegam ter sido vítimas de ciberataques
Autoridades eleitorais russas alegam ter sido vítimas de ciberataques Dmitri Lovetsky/AP

Moscovo atingida por ataque de maior escala

A votação decorre numa altura em que a capital russa foi atingida por aquilo que o seu governador descreveu como “o ataque de maior escala” contra a cidade desde o início da guerra na Ucrânia.

Sergey Sobyanin indicou que as defesas aéreas russas abateram mais de 1600 drones em todo o país desde sábado, dos quais afirmou que 450 se dirigiam para a capital.

“Vários drones alcançaram o território da refinaria de Moscovo e um atingiu um edifício residencial. Não houve vítimas mortais”, escreveu. O governador da região de Moscovo, Andrey Vorobyov, afirmou que duas pessoas morreram em ataques noutras zonas da região.

Sobyanin acusou ainda a Ucrânia de tentar “perturbar” as eleições russas – que vão definir a composição da Duma de Estado, com 450 lugares – através destes ataques.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, confirmou que a Ucrânia tinha visado a região de Moscovo durante a noite, indicando que uma instalação “chave” da indústria petrolífera e uma infraestrutura logística foram atingidas.

“As nossas respostas de longo alcance tiveram um impacto muito significativo na região de Moscovo na noite passada”, escreveu numa publicação na plataforma X, acrescentando que a Rússia lançou mais de 2000 drones de ataque, 1700 bombas aéreas e 19 mísseis contra a Ucrânia esta semana.

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