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Reino Unido aproxima-se de verão mais quente de sempre. Europa enfrenta nova onda de calor

Pessoa caminha em Primrose Hill, no norte de Londres, num domingo, 9 de agosto de 2026, com temperaturas previstas até 33 ºC em partes do Reino Unido
Pessoa caminha por Primrose Hill, no norte de Londres, num domingo, 9 de agosto de 2026, com máximas previstas de 33 ºC em partes do Reino Unido Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Nathan Rennolds
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“Estas estatísticas são um claro aviso — caso ainda fosse preciso — das mudanças que estamos a observar no clima do Reino Unido”, afirmou o cientista sénior do Met Office Mike Kendon.

O Reino Unido caminha para registar o seu “verão mais quente de sempre”, de acordo com o serviço meteorológico do país, o Met Office.

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Estatísticas provisórias divulgadas esta terça-feira pelo Met Office indicam que a temperatura média registada no Reino Unido entre 1 de junho e 10 de agosto foi de 16,48 °C, ou seja, 1,88 °C acima da média de 1991-2020.

“Para igualar o atual recorde de temperatura média do verão no Reino Unido, de 16,12 °C, estabelecido em 2025, o resto de agosto teria apenas de registar uma média 0,21 °C abaixo da média de longo prazo de 1991-2020 para o verão meteorológico”, indicou o Met Office. “Qualquer valor superior fixaria um novo recorde no Reino Unido, com registos que remontam a 1884”, acrescentou.

Em Inglaterra, a temperatura média do verão atingiu até agora 18,19 °C no mesmo período, mais 2,46 °C do que a média, o que significa que o resto do mês teria de ficar 1,41 °C abaixo da média estival do país para igualar o recorde atual, também estabelecido em 2025, segundo o Met Office.

Um verão quente parece também provável no País de Gales, onde a temperatura média durante o verão de 2026 se tem situado, até agora, nos 16,8 °C, mais 2,17 °C do que a média.

Mike Kendon, cientista sénior do Met Office, afirmou: “Um novo verão de recordes parece agora cada vez mais provável para o Reino Unido, depois do segundo junho mais quente e do segundo julho mais quente de que há registo e com mais uma onda de calor iminente”.

“Estes números são um aviso claro – se é que ainda era preciso – das alterações profundas que estamos a observar no clima do Reino Unido”, acrescentou.

As declarações surgem numa altura em que o Met Office emitiu, esta quinta-feira, alertas de calor de nível âmbar para partes do Reino Unido, com previsões de temperaturas até 37 °C em algumas zonas.

A Europa Ocidental prepara-se igualmente para enfrentar mais uma onda de calor esta semana.

Em França, 43 departamentos estão sob alerta laranja de calor esta terça-feira. Esse número deverá subir para 78 na quarta-feira, à medida que o calor se intensifica, com previsões de temperaturas até 40 °C.

Grande parte de Espanha enfrenta também avisos meteorológicos, com temperaturas abrasadoras que podem ultrapassar os 40 °C em partes do país.

As condições meteorológicas extremas têm aumentado a pressão sobre os serviços de emergência em todo o continente nos últimos meses e contribuído para a propagação de vários incêndios florestais mortais e secas severas.

Registou-se também um aumento das mortes em excesso associadas às ondas de calor. Em Inglaterra, um relatório da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido indica que houve 2 877 mortes em excesso causadas por ondas de calor em maio e junho.

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