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“Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado”: MAI diz ser alvo de "intimidação" e recusa saída

“Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado”: MAI diz ser alvo de "intimidação" e recusa saída
“Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado”: MAI diz ser alvo de "intimidação" e recusa saída Direitos de autor  Reprodução Facebook/Minsitério dos Negócios Estrangeiros
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De Diana Rosa Rodrigues
Publicado a Últimas notícias
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Luís Neves voltou a falar sobre as polémicas que o envolvem, reforçando que está a ser alvo de intimidação. Ao reconhecer ter cometido "um ou outro erro", o ministro recusou o cenário de demissão: "Não me intimidam, nada me vai afastar do que me levou a aceitar este cargo".

Luís Neves tinha prometido esclarecimentos sobre as mais recentes polémicas que o envolvem e cumpriu. Esta terça-feira, a partir do Funchal e em reação à possível moção de censura que o Chega ameaçou apresentar contra o Governo, o ministro da Administração Interna falou aos jornalistas, para garantir que não irá deixar o cargo no executivo.

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"Nada me vai afastar daquilo que me levou a aceitar este cargo", afirmou Luís Neves, que diz ser alvo de uma campanha de intimidação.

“Escolheram a única estratégia que conhecem: lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar. A mim não me intimidam, jamais me intimidarão. Nada disto me intimida ou condiciona, não me vai impedir de governar."

Na declaração, o ministro da Administração Interna reconheceu já ter errado, mas garante que nada pode colocar em causa o trabalho realizado e as ações tomadas. "Cometi um ou outro erro que já reconheci, mas que não põe em causa a minha ação".

"Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado, nunca, jamais, em tempo algum", garantiu.

No início do discurso, lembrou o trabalho desenvolvido enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, frisando que investigou "sempre com provas", porque "sem provas não há acusação, há difamação".

Ministro deixa críticas ao Chega e promete motivação extra para "derrotar o populismo"

André Ventura indicou esta segunda-feira que iria reunir com a direção nacional e a bancada parlamentar do Chega, para decidir sobre a apresentação de uma moção de censura, caso Luís Montenegro não resolvesse a situação de Luís Neves.

O líder do Chega não ficou de fora das palavras do ministro.

"Não aceito que André Ventura transforme aquilo que assumi, naquilo que nunca fiz", afirmou.

"Quem vive apenas da espuma do caos, ignora a essência da governação", reforçou Luís Neves, que se diz motivado para continuar no cargo e "derrotar o populismo".

"O populismo não quer instituições fortes, não quer uma política de segurança, quer uma política de receio e medo. Quem transforma segurança em espetáculo, não protege o país, está a explorar os seus receios", afirmou o ministro, lamentando que André Ventura o tenha comparado a um "gangster". "Só falta dizer que ando a vender droga na rua", reforçou.

Podem continuar a gritar, eu vou continuar a governar. Podem continuar a insultar. Há quem precise do caos para crescer, nós trabalhamos para fortalecer Portugal”, frisou.

Luís Neves garantiu que "nada o evergonha" e diz estar totalmente disponível para responder às perguntas de André Ventura no Parlamento.

"No próximo dia 8 terei a audição regimental no Parlamento. Quero dizer ao doutor André Ventura que estou totalmente disponível para lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada."

Ministro conduz carro de traficante detido

A mais recente polémica a envolver o ministro da Administração Interna é o facto de conduzir um Volkswagen Golf GTD em regime de comodato, viatura que pertence ao traficante de droga Rúben Oliveira, conhecido como "Xuxas". O criminoso foi detido pela PJ em 2022 e é considerado um dos maiores traficantes de droga em Portugal.

Nas declarações, Luís Neves defendeu-se, reforçando que a legislação, que "reporta a 2007", permite a utilização do veículo e que, enquanto diretor da PJ, deve ter feito a "afetação, ao serviço do Estado, de mais de 800 viaturas e outros bens".

"Parece que alguém, agora, está do lado de quem cometeu crimes. Porventura que fiquem com o património que utilizaram no crime, porventura que fiquem com o património branqueado do crime organizado", afirmou.

O caso foi denunciado por uma investigação da TVI/CNN/Nascer do Sol. O Decreto-Lei n.º 11/2007 estabelece regras específicas para a utilização de bens apreendidos por órgãos de polícia criminal, prevendo a sua utilização provisória para fins operacionais.

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