Gilman foi detido na Rússia em 2022, acusado de agredir um agente da polícia após um incidente num comboio em Voronej, no sul de Moscovo.
O antigo fuzileiro naval norte-americano Robert Gilman segue a caminho de regresso aos Estados Unidos depois de ter sido libertado de uma prisão na Rússia.
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o homólogo russo, Vladimir Putin, aprovou a libertação de Gilman por motivos humanitários. Segundo várias fontes, Gilman está em mau estado de saúde e terá estado detido numa ala psiquiátrica de um hospital.
Trump acrescentou que Moscovo não exigiu qualquer troca de prisioneiros e que está previsto que Gilman aterre na Base Aérea de Andrews, perto de Washington, DC, na noite de terça-feira.
“Acabei de falar com ele e fez apenas um pedido: um GRANDE cheeseburger quando aterrar. Eu trato disso!”, escreveu Trump numa publicação na plataforma Truth Social.
Gilman foi detido na Rússia em 2022, acusado de agredir um agente da polícia após um incidente num comboio em Voronezh, a sul de Moscovo. Foi condenado a quatro anos e meio de prisão, mas a pena foi posteriormente aumentada para 10 anos, alegadamente por ter agredido funcionários prisionais.
Segundo o senador norte-americano Ed Markey, do Massachusetts, Gilman foi diagnosticado há cerca de 50 dias com um “estupor dissociativo” e deixou de reagir.
“Estava essencialmente catatónico e sofreu também um caso grave de pneumonia”, afirmou.
Numa publicação na plataforma X, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradeceu à Rússia por ter colaborado com o enviado especial Steve Witkoff para garantir a libertação de Gilman, o que, segundo afirmou, lhe permitirá “receber o tratamento médico necessário aqui nos Estados Unidos”.
Rubio deixou claro que, embora Washington esteja agradecida por este “passo positivo”, a administração Trump continuará a pressionar pelo “regresso imediato de todos os outros norte-americanos detidos de forma injusta”.
“O Presidente não vai parar enquanto todos os norte-americanos detidos injustamente não estiverem em casa”, acrescentou.
Gilman é um de vários cidadãos norte-americanos detidos na Rússia. Entre os outros casos estão Stephen Hubbard, que o Departamento de Estado classificou como “detido indevidamente”, e o sargento-ajudante Gordon Black, do Exército.