Relevos da tocha olímpica, cerimónias simbólicas e espetáculos
Há mais de três décadas, centenas de pessoas da Grécia e de vários países estrangeiros o reúnem-se todos os verões no Monte Olimpo para participar em eventos inspirados na tradição grega antiga e nas suas práticas rituais.
A cidade de Litochoro e o bosque de Prometeus transformam-se em ponto de encontro para centenas de visitantes, que têm a oportunidade de conhecer de perto aspeto do politeísmo grego.
Os participantes participam em procissões, corridas de tochas e cerimónias simbólicas que decorrem junto do sítio arqueológico de Dion, enquanto muitos escolhem nomes inspirados na Antiguidade, que usam durante as celebrações.
"É uma festa com um forte carácter helenocêntrico. Honramos os nossos deuses, honramos a natureza, como veem à nossa volta, porque para os antigos gregos o templo era a própria natureza", afirma um dos participantes.
O programa inclui também uma concentração nas margens do rio Enipeas, onde se realizam eventos simbólicos dedicados à natureza, bem como às Ninfas e às Nereidas da mitologia grega.
"O politeísmo não é uma religião. Falamos da cosmovisão grega, de uma conceção cosmológica da forma como percebemos o divino à nossa volta. O elemento divino está em todo o lado", sublinha a presidente do clube cultural "Promitheas Pyrforos", Georgia Altintasiotu.
As celebrações terminam com peças de teatro, danças e festas inspiradas na Antiguidade, em plena paisagem natural das florestas do Olimpo.