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Trump ameaça bombardear Omã caso este país impeça as negociações entre os EUA e o Irão

Um pequeno barco passa por navios de carga e outras embarcações comerciais ancoradas no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, quarta-feira, 5 de agosto de 2026.
Um pequeno barco passa junto de cargueiros e outros navios comerciais fundeados no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, quarta‑feira, 5 de agosto de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Nathan Rennolds
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Teerão tem vindo a manter negociações com Omã sobre o estabelecimento de uma passagem segura para a navegação comercial através do Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo por via marítima.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar ataques contra Omã se este “se meter no caminho” das conversações entre Washington e Teerão sobre o estreito de Ormuz.

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“Se Omã se meter no caminho, vamos bombardeá-lo sem piedade”, afirmou Trump numa entrevista à Fox News, na segunda-feira, numa altura em que o memorando de entendimento EUA-Irão de junho tinha acabado de expirar.

Teerão mantém negociações com Omã para estabelecer uma passagem segura para o transporte comercial através do estreito, um ponto de estrangulamento estratégico para o trânsito de petróleo e gás que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao mar Arábico.

No início deste mês, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que as negociações com Omã estavam na “fase final”, mas sublinhou que qualquer acordo entre os dois países não significava que o estreito de Ormuz seria reaberto, já que isso dependia de “condições” adicionais, segundo os meios de comunicação estatais iranianos.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira que as conversações entre as duas partes continuavam, enquanto trabalhavam para alcançar um acordo conjunto, informou a agência noticiosa iraniana Fars.

Acrescentou que tinha sido alcançado um “entendimento” entre o Irão e Omã sobre o “mapa das rotas de navegação” no estreito, por onde circula habitualmente cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo por via marítima.

“A insegurança no estreito de Ormuz foi-nos imposta, à região e ao mundo inteiro”, afirmou Baghaei numa conferência de imprensa. “É uma questão extremamente complexa e, pela primeira vez, vai ser criado um mecanismo que, ao mesmo tempo que protege a soberania e os direitos soberanos dos dois Estados costeiros (Irão e Omã), garante a passagem segura de navios comerciais por esta via marítima.”

O presidente Donald Trump faz um gesto ao embarcar no Air Force One no aeroporto de Morristown, domingo, 16 de agosto de 2026, em Morristown, Nova Jérsia.
O presidente Donald Trump faz um gesto ao embarcar no Air Force One no aeroporto de Morristown, domingo, 16 de agosto de 2026, em Morristown, Nova Jérsia. Julia Demaree Nikhinson/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

Apesar das negociações, Trump tem insistido repetidamente que os Estados Unidos controlam o estreito, que foi, na prática, encerrado por Teerão após o início da guerra com o Irão, no final de fevereiro.

“Os EUA têm controlo total sobre o estreito de Ormuz. Acredito que vamos mantê-lo”, escreveu o presidente numa publicação na rede Truth Social, na semana passada.

Trump provocou também uma resposta dura de Teerão depois de ter dito, aparentemente em tom de brincadeira, na sexta-feira, que iria em breve declarar o estreito “território dos Estados Unidos”.

Em resposta, numa publicação na rede X, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão para assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi, escreveu que “o estreito de Ormuz foi, é e continuará a ser iraniano”.

“Este estreito só será fechado e reaberto sob o comando do Irão e, enquanto não aceitarem a realidade da derrota nem abandonarem as vossas ilusões, o Irão continuará a manter o bloqueio”, acrescentou.

O memorando de entendimento assinado por Estados Unidos e Irão em junho obrigava Teerão a reabrir a via marítima e a reafirmar que “não adquirirá nem desenvolverá armas nucleares”, enquanto Washington se comprometia a levantar o bloqueio naval ao Irão e a retirar as sanções impostas ao país.

O acordo, agora caducado, dava aos dois países 60 dias para negociarem um entendimento final.

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