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MOTELX fecha edição número 20 com prémios para o cinema nórdico

Fotograma de "No Rest for the Wicked"
Fotograma de "No Rest for the Wicked" Direitos de autor  ChristianGeisnæs © SF STUDIOS PRODUCTION APS
Direitos de autor ChristianGeisnæs © SF STUDIOS PRODUCTION APS
De Ricardo Figueira
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O festival mais assustador de Portugal terminou com a entrega do Meliès d'Argent de melhor longa-metragem europeia a um filme dinamarquês passado nas ilhas Feroé no século XIX. Houve ainda homenagens a Solveig Nordlund e Julie Corman.

O MOTELX em edição de data redonda, a vigésima a assustar os lisboetas com o melhor e mais diversificado terror feito em várias latitudes e segundo vários estilos, despediu-se de um público já fiel no sábado à noite com a consagração de uma curta-metragem imaginativa sobre o Estado Novo em Portugal e de dois filmes nórdicos.

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O Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2026, a maior distinção monetária para curtas-metragens nacionais, co um prémio de 5000€, foi atribuído a “A Hora do Chico!”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro. O júri composto por Fernando Vasquez (programador), José Santiago (jornalista e programador) e Sandra Henriques (jornalista e autora) sublinhou a “ambição e maturidade” da obra, “uma viagem inquietante através de um passado pouco saudoso que se confunde, da melhor maneira, com uma realidade alternativa”.

Houve ainda lugar para uma Menção Honrosa para “Consumido”, de [carrozo], pelo “humor e cuidado estético, associado a uma economia narrativa que subverte a figura do predador e da presa”.

Quanto aos prémios Meliès d'Argent, que elegem uma longa e uma curta-metragem de produção europeia que irão competir pelo Meliès d'Or em Sitges, a escolha recaíu sobre “Mancave”, do realizador norueguês Fredrik S. Hana, na competição de curtas, e “No Rest for the Wicked”, do dinamarquês Kasper Kalle, nas longas. O filme é passado nas ilhas Feroé no século XIX e mostra paisagens de cortar a respiração.

O filme “cruza desejo, religião, repressão, beleza, amor e morte com uma elegância rara”, segundo evidenciou o júri composto por Isilda Sanches (jornalista e divulgadora musical), Leone Niel (realizador) e Teresa Nicolau (diretora cultural e cronista).

Os júris atribuíram ainda prémios a “Hóspede”, de Miguel Monteiro Rico (Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português), “Lexi” (Espanha), do realizador português Bruno Simões, na secção "Lobo Mau", dedicada ao público mais jovem e às famílias, e "Gunman", com realização e argumento do cineasta argentino Cris Tapia Marchiori, vencedor do Prémio do Público.

Julie Corman com João Monteiro, diretor do MOTELX, na "masterclass" de sábado
Julie Corman com João Monteiro, diretor do MOTELX, na "masterclass" de sábado Ricardo Figueira / Euronews

O festival homenageou a cineasta luso-sueca Solveig Nordlund com o Prémio Noémia Delgado para mulheres notáveis no cinema de terror e Julie Corman, viúva do realizador e produtor norte-americano Roger Corman, por ocasião do centenário do nascimento deste. Julie Corman regressou ao MOTELX para uma masterclass, em grande parte dedicada à longa carreira do marido, depois de ter acompanhado Roger Corman quando foi convidado especial na edição de 2017.

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