Weinstein continua condenado por outro crime sexual em Nova Iorque e por outros na Califórnia. Permanece detido na prisão de alta segurança de Rikers Island
Caído em desgraça, o magnata de Hollywood Harvey Weinstein não vai ser julgado uma quarta vez em Nova Iorque pela alegada violação da atriz Jessica Mann.
Os procuradores desistiram do caso na quinta-feira, depois de a denunciante ter dito que não aguentava voltar a testemunhar.
Em maio, o terceiro julgamento de Weinstein pelas acusações terminou com a anulação do processo, depois de o júri ter declarado que estava irremediavelmente dividido.
O júri não conseguiu chegar a uma decisão unânime sobre se Weinstein violou Mann em 2013, num hotel de Nova Iorque.
Mann mostrou apoiar a decisão de quinta-feira, numa carta que a procuradora Nicole Blumberg leu em tribunal: “Depois de muita reflexão, decidi não avançar para um quarto julgamento contra Harvey Weinstein. Ficou claro para mim, neste último julgamento, que já não consigo suportar passar por isto outra vez.”
Mann acrescentou que o processo, que já dura há oito anos, “me causou mais danos do que benefícios”.
Blumberg disse em tribunal que os procuradores acreditam em Mann e enaltecem a sua “bravura, força, coragem e inspiração” para outras sobreviventes, mas, tendo em conta o que sente em relação a prosseguir, “o arquivamento é adequado”.
Weinstein declarou-se inocente da acusação de violação em terceiro grau e nega todas as alegações de relações sexuais sem consentimento.
Deixou o tribunal com expressão neutra e regressou à prisão, onde aguardará, em setembro, a leitura da sentença por uma condenação por agressão sexual em Nova Iorque envolvendo outra mulher. Os procuradores pedem uma pena de 20 anos de prisão.
Depois de cumprir a pena que receber em Nova Iorque, deverá cumprir 16 anos na Califórnia, onde foi condenado por violar uma terceira mulher. Está a recorrer de ambas as condenações.