O agente de longa data de Neill afirma que a família decidiu divulgar a informação devido a imprecisões e falsidades na comunicação social. O ator morreu de pneumonia e será homenageado na sua quinta na Nova Zelândia, numa cerimónia privada.
Morreu na segunda-feira em Sidney o ator Sam Neill, muito acarinhado pelo público, deixando um legado cinematográfico que vai dos épicos de grande orçamento (Jurassic Park) às obras de culto (Possession, The Piano).
Agora, o agente de Neill, Philip Grenz, revelou a causa da morte "súbita e inesperada" do ator neozelandês, aos 78 anos.
Grenz afirmou que Neill morreu de pneumonia e que será homenageado numa cerimónia privada de família, na sua quinta na Nova Zelândia, em data a definir.
"Sam morreu de pneumonia", disse Grenz. "Antes de adoecer, Sam tinha combatido com coragem e superado um linfoma graças a um novo tratamento chamado terapia CAR-T."
"Como Sam era um homem extremamente reservado, que detestava que se fizesse alarido à sua volta, a família vai homenageá-lo com uma cerimónia privada na sua quinta na Nova Zelândia, numa data ainda por determinar", acrescentou Grenz. "Quero agradecer a quem esteve verdadeiramente próximo de Sam por ter respeitado a sua privacidade, como ele merecia, e por ter dado às pessoas que lhe eram queridas o espaço de que precisam e merecem nesta altura tão difícil."
Acrescentou que Neill tinha rodado quatro projetos "em sequência" no último ano, que deverão estrear nos próximos meses. Dois desses filmes são Godzilla v Kong: Supernova e The Last Resort, ambos em pós-produção.
Em 2023, Neill revelou que tinha sido diagnosticado com um cancro, que descreveu como um linfoma não Hodgkin "feroz e agressivo". Em abril deste ano, anunciou que estava livre da doença depois de ter sido submetido a terapia com células CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell).
A terapia CAR-T é uma forma de imunoterapia baseada nas células T de cada doente e usada em vários tipos de cancro do sangue.
Os fãs que desejem honrar a memória de Neill foram convidados a fazer donativos para "uma das causas que mais lhe diziam respeito", em vez de enviarem flores à família.
Entre as causas indicadas estão a Dunstan Hospital Foundation, em Central Otago, a Snowdome Foundation, uma fundação dedicada ao cancro do sangue pela qual Neill fazia campanha quando morreu, e quaisquer instituições de beneficência na Nova Zelândia que trabalhem para proteger o ambiente e a vida selvagem locais.
Multiplicam-se as homenagens a Neill, vindas do mundo do cinema e não só.
O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, homenageou Neill, descrevendo-o como "um dos grandes".
"Começou numa altura em que mal se podia falar de indústria cinematográfica neste país. Durante mais de cinquenta anos levou histórias da Nova Zelândia ao mundo e o seu talento ajudou a transformar o nosso setor audiovisual no que é hoje, uma das nossas maiores exportações culturais", escreveu Luxon na rede X no início da semana. "O seu trabalho continuará a ser visto e apreciado muito depois de todos nós."
"És muito amado e far-nos-ás uma enorme falta", escreveu o realizador Taika Waititi, que dirigiu Neill em Hunt for the Wilderpeople, de 2016. "Adoro-te e até breve, doce Nigel", acrescentou, numa referência ao nome de nascimento de Neill, que explicou em entrevistas ter mudado para Sam na escola porque havia demasiados Nigels na sua turma.
"O Sam era incrivelmente colaborativo", recordou Steven Spielberg, que realizou o primeiro filme Jurassic Park. "Adorei fazer todos os filmes de Jurassic com ele. Juntamente com Laura Dern e Jeff Goldblum, teremos sempre a nossa família Jurassic e o Sam nunca será esquecido por nós, nem pelos milhões de fãs que tem em todo o mundo."
Neill deixa quatro filhos e oito netos.