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Brasil e Argentina reduzem relações diplomáticas ao nível de encarregado de negócios

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Senador brasileiro Flavio Bolsonaro segura bandeira do Brasil enquanto o presidente argentino Javier Milei segura camisola da seleção argentina
Senador brasileiro Flavio Bolsonaro segura uma bandeira do Brasil enquanto o presidente argentino Javier Milei segura uma camisola da seleção argentina local -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Sertac Aktan
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Brasília solicitou a retirada do embaixador da Argentina e reduziu a representação diplomática ao nível de encarregado de negócios, depois de o presidente argentino, Javier Milei, ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ladrão".

O Brasil pediu à Argentina que retirasse o seu embaixador, afirmou na terça-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Buenos Aires, após uma disputa diplomática na semana passada, durante a qual o presidente Javier Milei chamou ao seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, "ladrão".

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"É um ladrão, é corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve na prisão, por isso, é verdade que lhe podemos chamar condenado", disse Milei sobre Lula, numa entrevista ao canal de televisão LN+.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros argentino, o governo brasileiro anunciou que iria reduzir "a representação diplomática bilateral ao nível de encarregado de negócios".

Além disso, o Brasil chamou o seu embaixador em Buenos Aires para consultas, na sequência do discurso de Milei, que também visou um juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro.

Mais tarde, Buenos Aires minimizou a disputa diplomática com o seu principal parceiro comercial, tendo o porta-voz presidencial, Adrian Ravier, declarado que se tratava de "diferenças ideológicas e políticas".

Questionado no domingo sobre a razão pela qual era tão agressivo em relação a Lula, Milei explicou: “Não acha agressivo quando alguém lhe rouba? Chamar 'ladrão' a um ladrão é muito menos grave do que o próprio ato de roubar".

"Libertaram-no por causa de um erro administrativo, não porque seja inocente. Portanto, é um ladrão e um corrupto", insistiu o líder argentino.

Milei, de orientação libertária, fez declarações semelhantes durante um discurso no Brasil no fim de semana passado, em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e adversário de direita de Lula nas próximas eleições presidenciais.

Flávio Bolsonaro conta com o apoio total de Milei, bem como de membros da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Outras fontes • AFP

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